sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O novo blog da Banda Municipal Paulense


Uma novidade na "blogoesfera pauleira", é o surgimento do blog da Banda Municipal Paulense. Desejo que este blog, seja actualizado regularmente, em prol da cultura/música pauleira.
Para aceder o blog digite: http://bandamunicipalpaulense.blogspot.com (ou clique sobre na imagem)

Há concorrência desleal e 'dumping' na hotelaria"

Os pequenos hotéis fora do Funchal e que não estão integrados nos maiores grupos hoteleiros regionais estão a sofrer com baixa dos preços por quarto, dado que os operadores com quem tentam colocar turistas nas suas unidades estão a fazer "chantagem" ameaçando ir para outras paragens caso não cedam às suas exigências de baixar preços.
Esta foi duas queixas da directora do Apart-Hotel Paul do Mar, Zélia Aragão, que vê o maior investimento privado daquela freguesia com a "corda ao pescoço", mesmo que as mais-valias de uma unidade de 60 quartos/apartamentos, onde os clientes vão para "não fazer nada", sejam o melhor clima da Madeira, com sol e bom tempo praticamente em todos os dias do ano, como faz questão de referir.
Mas começando pela iniciativa de criar uma unidade hoteleira nesta 'terra de pescadores' que é o Paul do Mar, Zélia Aragão lembrou que há quase oito anos (inaugurado a 7 de Dezembro de 2001), a maior preocupação foi integrar a volumetria do empreendimento o mais possível no meio ambiente, entre o rural e o marítimo, então um projecto do arquitecto João Conceição, que utilizou a pedra de cantaria encontrada nas fundações. O conceito do hotel foi direccionado para as pessoas que querem sossego, liberdade, que querem mesmo não fazer nada, com toda a calma do mundo, com comida caseira", resume.
Sem muitos luxos, mas com serviços de "muita qualidade", o Apart-Hotel Paul do Mar tem, entre outros, piscina externa e interna, jacuzzi, massagens "sem o 'show f' dos Spa's que há por aí" e banho turco. "Nesta área vive-se muito do parecer. Eu gosto mais do ser, que é um marketing mais duradoiro", afirma a gestora, que já leva mais de 20 anos de experiência no sector do Turismo.
Voltando-se para uma análise do que conhece "muito bem", Zélia Aragão diz que "há excesso de oferta hoteleira, que não é bom para ninguém", pois "fazem-se construções sem princípio". E é aqui que revela estar a acontecer "chantagem dos operadores". E explica: "A Madeira está a ser vítima e não pode ceder à pressão de baixar os preços. É preferível perder uma batalha que a guerra, uma vez que estamos a assistir um verdadeiro 'dumping' de preços na Madeira com hotéis de cinco estrelas a praticar valores 3 e 4 estrelas".
Uma situação que espera seja resolvida por quem de direito, ou seja as entidades governamentais, que aconselha também a melhorar as acções de promoção do Turismo. "Confunde-se a Madeira com o Funchal. Definitivamente, a Madeira não é só o Funchal. Deviam todos despertar para esta realidade e olhar para as unidades mais pequenas fora da capital".
O Apart-Hotel Paul do Mar é uma unidade de quatro estrelas, que emprega 28 trabalhadores directamente e mais de 30 indirectamente, quase todos naturais da freguesia ou do concelho da Calheta. O tipo de clientes é de variada nacionalidade e, cada vez mais, madeirenses.
Fonte: Diário/
Francisco José Cardoso

Zé Estrela troca o futebol pela pesca


É ponto assente que o mais famoso futebolista pauleiro da actualidade não volta a jogar futebol, pelo menos a título oficial. Zé Estrela que nas últimas épocas representou a União Desportiva de Santana, depois de anteriormente ter militando no Pontassolense decidido colocar ponto final na carreira 'profissional' para se dedicar à pesca, mas do outro lado do Atlântico. Oriundo de uma família de pescadores, o agora ex-jogador está a ultimar os preparativos para 'embarcar' até a América Latina, com a esperança de ali assegurar o futuro que o futebol actualmente não lhe garante, a bordo de uma embarcação de pesca.
Opção para "assegurar o futuro"
Ainda na sua terra Natal, e quando se preparava para mais uma pescaria nos mares do extremo Oeste da Ilha, Zé Estrela falou ao DIÁRIO sobre a sua nova aposta de vida.
"Foram 10/11 anos constantemente a jogar, e por isso custa um bocado abandonar, mas acho que chegou a altura de mudar e fazer outra coisa", começou por dizer. "Até aqui foi agradável jogar futebol e poder ao mesmo tempo estar perto da família, mas os meus objectivos agora são outros. Tenho de apostar agora em tentar assegurar o futuro", rematou. Embora não esconda já alguma nostalgia pela vida de futebolista que deixa para trás, Zé Estrela mantém-se firme na nova opção de vida. "Para já considero que estou a tomar a decisão certa", sublinhou, na expectativa de alcançar a estabilidade que o futebol dos escalões secundários já não proporciona. Confrontado se o futebol na II e III divisões já não é tão aliciante, como há alguns anos atrás, afirmou ser "um bocado relativo" a comparação, mas reconhece que já viveu dias melhores do que aqueles que actualmente atravessa. "Julgo que o futebol e sobretudo para quem vive do futebol, está cada vez pior em termos monetários. As coisas não estão fáceis e temo que a tendência seja mesmo piorar", perspectiva.
Apesar de ter tido convites de clubes da II e III divisão para continuar a jogar, Zé Estrela manteve a convicção de mudança. "Achei que já era altura de fazer outra coisa e assegurar o futuro", reafirmou, daí a opção pelo mar além fronteiras. " Em princípio, talvez ainda no final deste mês, consiga emigrar e dedicar-me a outra actividade. Estou a pensar ir até a América Latina, mais concretamente até El Salvador. O meu futuro imediato passa sobretudo por tentar essa experiência. Tenho lá dois irmãos, um tio, um primo, um cunhado, um sobrinho, todos a trabalhar no mesmo barco e eu vou arriscar e experimentar esta nova opção de vida", assegurou.
Limitação do Campo do Paul: "Inadmissível"
Sobre a série Madeira, embora tema que a mesma retire visibilidade ao jogador madeirense em poder exibir-se no continente, ainda assim diz acreditar "que os adeptos de futebol adiram mais aos estádios e acabe até por ser uma opção interessante".
Já sobre o incontornável assunto das limitações do campo do Paul do Mar que o impedem de ser homologado para jogos nacionais, Zé Estrela lamenta. "Num futuro o Paul até poderá vir a ter uma equipa de futebol que à partida fica desde logo impedida de jogar no seu campo caso participe em provas nacionais. Considero inadmissível fazermos um estádio novo, onde se gasta um milhão e cem mil euros e no fundo não se poderá ali realizar jogos oficiais da Federação. Acho que não faz qualquer sentido", conclui o futuro pescador emigrante.
Fonte: Diário/Orlando Drumond

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Paul do Mar quer ver mais promessas cumpridas

Entre promessas cumpridas, adiadas e aquelas que o Paul do Mar gostaria de ver nascer na sua freguesia, o DIÁRIO ouviu os eleitores, que destacam, entre outras, a construção da lota de pesca, promessa adiada vezes sem conta, o aproveitamento de um edifício com obras paradas na marginal para dar vida ao centro cívico local, um centro de saúde melhor e a construção de uma estrada que ligue a vila à Ponta do Pargo.
Esta última, uma 'utopia' que, em tempos de crise, dificilmente cabe nas contas, mas que não passa no crivo das exigências dos pauleiros em tempos de eleições. A avaliação que se pode fazer do trabalho da Junta de Freguesia, dividida entre PSD e CDS-PP, com quatro e três representantes respectivamente, é positiva, segundo os populares ouvidos, mas com a certeza de que melhor podia ser feito, acredita-se.
Do presidente da Junta, José Gonçalves, que se candidata a um quatro e último mandato (segundo a lei eleitoral) à nova face da oposição, Gina Veríssimo, advogada que se candidata pelos 'democratas populares, há a certeza que os 20 mil euros anuais do orçamento deixam quase nenhuma margem de manobra para o muito trabalho que é pedido aos políticos. Os que mais próximo se encontram da população, mas que menos podem fazer.
José Gonçalves lamenta essa situação, já que nos 12 anos que leva à frente da Junta de Freguesia do Paul do Mar, os últimos quatro foram os piores em termos de disponibilidade financeira. Mesmo assim, não desiste e quer sair em 2013 com mais obra feita. "Na década de 1940 havia no Paul do mar 3.664 pessoas registadas na Paróquia, hoje são 964 e 885 votantes", começa por contabilizar.
"Hoje, temos vários problemas. Dadas as necessidades de uma nova lota de pesca, que não sabemos quando e se virá, e os jovens que não querem trabalhar como os velhos, as coisas até têm melhorado", especifica. "Já foi feita muita coisa útil para a freguesia, como o centro de saúde e a escola. Faltam ainda outras, como o centro cívico, a casa do povo, uma sede para a Junta e para a banda, a única do concelho e que já leva 134 anos, e até o arranjo do campo que está a decorrer", resume, perspectivando um desejo de fazer mais, caso seja eleito no dia 11 de Outubro. "O que está previsto ser feito, se for feito, o Paul do Mar será uma das freguesias com maior desenvolvimento nos últimos anos", acredita.
Por seu turno, Gina Veríssimo, consciente dos pouco recursos da Junta, acredita que será possível criar anexos dos serviços prestados pela Câmara, como por exemplo assessoria jurídica à população mais idosa para as questões judiciais.
"Pretendemos chegar aos cidadãos que vivem da pesca, cuja luta por uma lota já dura há anos", afiança. "Vamos tentar que os munícipes tenham acesso directo à Câmara, cujo presidente deixou de ter um dia de contacto com a população, com a criação de uma delegação, um elo de ligação, da autarquia no Paul".
Gina Veríssimo acredita que, por ser jovem, poderá opor-se ao candidato social-democrata, para uma "representação como deve ser". Critica José Gonçalves por ter deixado que a construção do campo relvado fosse sub-dimensionado (só dá para treinos) e arrastar-se os problemas que, volta e meia, ocorrem na ETAR.

Promessa não cumprida
Uma marginal/promenade de ligação entre o Jardim do Mar e o Paul do Mar, para fazer face ao isolamento da localidade. Em 2001 ainda se falava neste projecto prometido pela Câmara da Calheta. Não passou do papel - se é que lá chegou! -, mas ficou na memória do povo.

O sonho a Oeste
Uma ligação entre o Paul do Mar e a Ponta do Pargo, através da Ribeira das Galinhas, na ponta oeste da freguesia seria uma mais-valia. O 'sonho' foi referido por populares, que dizem ser necessário e possível de realizar. Mas não deverá ser para os próximos anos.

O 'fim' das inundações
O alargamento da marginal e da marginal de protecção, que veio dar segurança aos moradores do bairro social. Terá sido a maior obra feita nesta freguesia nos últimos anos (se excluirmos o túnel viário de ligação ao Jardim do Mar), com um custo de quase 5 milhões de euros.

A obra social em falta
Anseia-se pela construção do Centro Cívico, que irá albergar algumas das instituições da freguesia. Junta, Casa do Povo, Banda, Centro de Dia, todos vão poder ter o seu espaço no edifício. Para já, tudo se mantém igual. De uma obra embargada, nascerá das cinzas, uma obra social.

Inquérito: Como avalia a acção da Junta?

Maria Fernandes, 64 anos
Falta tanta coisa por fazer. Agora estão a arranjar o campo, mas falta a Casa do Povo, um centro para velhos, para a banda. Há muita gente desempregada, que podiam ajudar.

Dorita Nunes, 57 anos
Neste 'cantinho do céu', faz falta mais gente, mais dinheiro e mais saúde. O Centro de Saúde é um desperdício. Falta mais uma estrada até à Ponta do Pargo e mais acessos.

Maria José, 73 anos
Estão a fazer um bom trabalho, mas penso que podiam fazer melhor. Agora, parece que vão fazer um centro cívico. A gente precisa de mais desenvolvimento aqui, mais trabalho para os jovens.

Fonte: Diário/Francisco José Cardoso

XXV Festa do Pêro

A freguesia da Ponta do Pargo promove a próxima edição da Festa do Pêro nos dias 19 e 20, um certame que terá música, folclore e muitos outros atractivos.
O evento arranca no dia 19, às 18 horas, com missa, seguida às 19 horas pelo lançamento do CD 'Cantigas d'Outros Tempos' do Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo. Depois, actuam o Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo, João Luís Mendonça, e finalmente, às 21 horas, realiza-se o concerto do conjunto musical Os Lordes. No domingo, dia 20, a festa abre às 9 horas com a actuação da Banda Municipal Paulense, seguindo-se missa, ao meio-dia, solenizada pelo Grupo da Paróquia do Amparo. À tarde, destaque para as actuações, a partir das 13h30, das seguintes formações: Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo, Grupo de Folclore da Casa do Povo do Porto Moniz, Grupo de Cordas da Casa do Povo da Fajã da Ovelha e Grupo Recreativo da Casa do Povo de São Roque do Faial. Às 16 horas, realiza-se o cortejo alegórico e uma demonstração gastronómica com o chefe executivo Amândio Gonçalves, do Hotel Meliã. Depois, a partir das 16h45, o programa segue com o Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santana, entrega de prémios aos agricultores, Grupo de Folclore MonteVerde, Grupo de Acordeões da Ribeira Brava, Grupo de Instrumentos Tradicionais da Casa do Povo da Boaventura, Grupo de Folclore do Jardim da Serra, Grupo Instrumental e Coral da Casa do Povo da Calheta, Grupo Humorístico 4 Litro, Grupo Musical Ventos do Norte, terminando às 21h30, com o conjunto musical Os Lordes. A XXV Festa do Pêro é organizada pela Casa do Povo da Ponta do Pargo e é apresentada por Carlos Pereira.

Fonte: Diário/J.F.P.

Investimento de 1,1 milhões peca por cinco metros

O renovado campo de futebol do Paul do Mar, a ser inaugurado no próximo domingo, agora com relva sintética, num investimento que ultrapassa um milhão de euros, está 'impedido' de poder vir a acolher jogos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Apesar do avultado investimento de que foi alvo, o campo tem o 'senão' de continuar 'demasiado apertado', impossibilitando que ali possam acontecer jogos oficiais da FPF. O 'handicap' surge nas dimensões do recinto de jogo, nomeadamente no que diz respeito à largura do terreno que, com as novas leis impostas pela Federação em Junho último, não obedece aos requisitos mínimos exigidos. Faltam cinco metros na largura - actualmente tem 59 metros - do campo agora requalificado, para que possa vir a ser homologado de modo a poder estar apto a acolher jogos oficiais sob a égide da FPF, como sejam jogos dos campeonatos nacionais da II e III divisões (Série Madeira) e da Taça de Portugal.
Ainda assim há a excepção dos jogos da Série Madeira, onde se inclui o vizinho Estrela da Calheta, poderem ser disputados em recintos que (ainda) não obedeçam a estas novas limitações impostas pela FPF, como é o caso do campo do Paul do Mar, mas somente até o final da presente época desportiva. Esta facilidade contudo já não se aplica aos jogos da Taça de Portugal, uma vez que envolve equipas de todos os escalões nacionais, razão pela qual a Federação obriga que os mesmos sejam já disputados em recintos que tenham pelo menos as novas dimensões mínimas oficiais - 100 metros de comprimento por 64 metros de largura.

E. Calheta só joga esta época
É por causa dos 'metros' em falta que alguns clubes regionais, quer na II Divisão, quer nos jogos da Taça de Portugal, têm já actuado fora do 'seu' reduto, obrigados que estão a procurar recintos alternativos que obedeçam às novas dimensões. Neste caso particular do campo do Paul do Mar, embora não afecte directamente nenhum clube em competição nacional, poderia muito bem acolher jogos do Estrela da Calheta, que sendo o clube do concelho nesta condição, poderia encontrar à 'beira mar', junto da vibrante e aguerrida população local, uma boa alternativa também para poder fazer 'casa', até porque no campo dos Prazeres, normalmente o apoio é muito mais discreto.
Seja como for, a formação calhetense ainda tem hipóteses de jogar para a série Madeira no novo relvado sintético do Paul, mas a continuar nas competições nacionais, essa oportunidade fica desde logo limitada no tempo, uma vez que a Federação não permite que tal aconteça a partir da próxima época.
Recorde-se que antes as medidas mínimas impostas eram de 90x45 metros, tendo a FPF alterado as dimensões no início de Junho último, impondo desde então 100x64 metros, como o limite mínimo da área de jogo para competições oficiais.

Ficam a sobrar dois 'pelados'
Construído há cerca de vinte anos, o campo de terra batida do Paul do Mar passa a dispor de agora de um novo piso sintético, num investimento do Governo Regional que ascendeu a 1,1 milhões de euros, e que envolveu também a requalificação das áreas de apoio. A contemplou não só o arrelvamento sintético do campo, como também incluiu o redimensionamento da bancada existente, de forma a melhorar as condições de acomodação dos espectadores. Os balneários de apoio ao recinto foram, também, alvo de reformulação, tendo sido repavimentados o arruamento e o parque de estacionamento adjacentes. A empreitada incluiu, ainda, toda a reformulação do sistema de iluminação existente e a execução de uma rede de rega.
Ainda em terra batida ficam a sobrar dois campos na Região.
PEZO, em Câmara de Lobos, e Campanário.

Campo... do regional
Perante as limitadas medidas do recinto de jogo - 100x59 metros - e confrontada com o 'handicap' que isso representa face à impossibilidade de ali realizarem-se jogos oficiais da FPF, a Secretaria Regional do Equipamento Social, responsável pela obra, justificou-se, alegando que "a beneficiação foi feita tendo em conta o recinto que estava disponível e que é suficiente para eventos de carácter regional, dado que o concelho da Calheta já dispõe de outras infra-estruturas que poderão receber encontros internacionais". A nota enviada pela secretaria de Santos Costa reforça ainda que o tamanho do campo "corresponde às medidas regulamentares regionais".
Fonte: Diário/
Orlando Drumond

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cultura do Paul do Mar espera por Centro Cívico

João Pedro Fernandes, o responsável da Banda Municipal Paulense desde 1993, espera por novas instalações. Uma das razões prende-se com o ensino das práticas musicais, uma actividade que foi interrompida. "Estamos a aguardar pela nova sede, que irá funcionar no Centro Cívico, para prosseguirmos com as aulas de música, diariamente, durante a tarde, para além dos ensaios da banda", começou por declarar.
Mas, como fez saber, os dirigentes e os músicos da filarmónica ainda terão de esperar mais algum tempo. "As instalações seriam entregues até ao final deste ano. Ou então, no início de 2010, mas cada vez mais precisamos delas", disse.
Formada por 27 elementos com idades entre os 15 e os 45 anos, a Banda Municipal Paulense procura 'resistir' à crise. "Através dos serviços que fazemos, retiramos uma parte para assegurar a manutenção dos instrumentos, que são adquiridos pelos músicos, porque a banda não tem capacidade financeira para suportar essa despesa".
Questionado sobre se os serviços, em tempo de 'aperto' escasseiam, João Pedro Fernandes foi objectivo. "Têm-se mantido porque as festas nas freguesias do Concelho da Calheta continuam. Mas, também estamos abertos a actuações em outros pontos da Madeira, como aconteceu por ocasião do Dia da Cidade da Funchal celebrado a 21 de Agosto".
Já no que respeita a novos elementos, o director artístico da Banda Municipal Paulense não tem motivos de queixa. " Temo-nos desenrascado, porque estamos numa freguesia onde cada família tem um músico na banda e como essa tradição, felizmente, está implementada, vai-se mantendo". Mesmo assim, sempre foi dizendo: "Mas alguns jovens, com 16 ou 17 anos, quando estão no auge como músicos, emigram. E esse é um problema que temos de ir resolvendo", rematou.

Cativar os jovens para as tradições
Nos horizontes de Iva Abiatti, presidente da Casa do Povo do Paul do Mar, o sonho de novas instalações também marca presença. "Iremos ter no Centro Cívico uma casa nova porque há muita coisa para fazermos. Mas, apesar das limitações da actual sede, vamo-nos remediando. E as pessoas juntam-se para cantarem as tradições como para participarem na Festa da Lapa, que foi excelente". E adiantou: "No próximo ano, a festa irá voltar-se para a emigração. Se bem que o primeiro dia seja dedicado ao concelho e onde as freguesias poderão participar. No segundo celebra-se o 'Sábado Pauleiro'. E no terceiro dia iremos assinalar os emigrantes".
"Era preciso mais alguns euros"
Mas é nos mais novos que Iva Abiatti centra as atenções. "Antes, as pessoas com mais idade voltavam-se para as tradições. Mas, hoje, os jovens também se interessam e um dos exemplos foi a Festa da Lapa, para além da nossa banda que é também muito jovem. E o interesse da Casa do Povo do Paul do Mar é captar o interesse dos jovens".
"Apoiamos os Wave Boys, uma banda pop/rock que toca dia 12 de Setembro no Porto Novo. Mas também há o Grupo Coral 'Totus Tuos' e o Orfeão que se esmeram nas suas presenças na Igreja. E quero que o Paul do Mar seja conhecido pelas suas tradições culturais. Mas há muita a coisa a fazer e era preciso mais alguns euros".
Os Wave Boys começaram em Dezembro de 2007, por brincadeira, mas querem ir longe, e até gravar um disco. "A nossa estreia foi em 2008, no Bar do Xavier. Tocamos originais em português. E, para além da Festa da Lapa, queremos tocar em outros locais da Madeira e talvez no final do ano gravemos um CD", disse Rogério Francisco (baixo), que integra o grupo com Wilson Correia (guitarra), Danilo Faria (voz) e Wiliam Garcez (bateria).
Fonte: Diário/José Salvador

domingo, 6 de setembro de 2009

Terra de 'capitães do mar' aguarda centro cívico


A população do Paul do Mar decresce desde há sete décadas. Os jovens só olham à emigração para a pesca. Mas o Centro Cívico é, hoje, o maior desejo.
António da Luz é, hoje, aos 75 anos um dedicado agricultor de bananeiras que não gosta de lembrar o "passado triste", mas fala do presente com muito à vontade. Orgulhoso do seu passado de emigrante, não tem problemas em afirmar que o Paul do Mar está hoje como está devido aos que, como ele, procuraram vida melhor no estrangeiro. "Não foi Portugal, venha o Alberto João dizer o que quiser, foi o pauleiro emigrado, senão não havia o que há agora".

Este antigo pescador do atum nas águas do Atlântico, esteve muitos anos em vários países das América (Venezuela, Panamá, Brasil, Estados Unidos), mas cansou-se da vida de emigrante e decidiu regressar para encontrar o 'seu' Paul do Mar já desenvolvido.
A obra que mais o entusiasmou foi a muralha de protecção da frente-mar, lembrando-se dos tempos em que via o mar revoltoso invadir ruas e casas da vila piscatória. "Está uma boa obra, mas podiam ter feito melhor", sentencia. "Está muito pobrezinho, faltam bancos, arranjos de flores e até podia ser mais largo para dar espaço a umas esplanadas. Pelo que se vê na Madeira, o Paul era para estar melhor um bocadinho", analisa, mesmo consciente que neste dia o mar até está apetecível, mas há dias em que "leva tudo à frente".
Outra obra que aguarda com ansiedade é do futuro Centro Cívico, que irá servir como sede da Casa do Povo, da banda musical, da Junta de Freguesia, e ocupar jovens e idosos, como ele. Aliás, António da Luz afina pela mesma ideia de outros pauleiros. Quando arrancar, a obra deverá colocar uma pedra sobre a 'mancha' do que ainda é aquele edifício em esqueleto, parado há cerca de quatro anos por causa de um embargo judicial.

125 euros de pensão de viuvez
Com vista para o velho campo, agora a ser melhorado com relvado sintético, Maria José está descontente com o Instituto da Habitação há alguns anos. Depois de perder quase tudo o que tinha numa enxurrada em 1999 no Estado de Vargas, Venezuela, aconteceu-lhe o mesmo no 'seu' Paul do Mar. "
A casa ficou sem condições para morar e tive de ficar algum tempo numa vizinha e esperei quatro anos pelo Instituto de Habitação", conta. "Até hoje, nada me deram e continuo a viver na parte de baixo da casa, pois em cima, o tecto desabou e entra água", diz com desgosto no olhar e amargura na voz.
Aos 73 anos, espera com alguma ansiedade que seja concluída de uma vez por todas a obra que, hoje, dizem, será uma grande ajuda para as gentes do Paul. "Dou graças a Deus que finalmente decidiram fazer alguma coisa. Sempre que passei aqui nestes anos, só faltava chorar por ver tanto dinheiro gasto numa obra e saber que tem gente que mal consegue sobreviver", lamenta. "Quem parou a obra tem falta de consciência. Deviam ter mais esquisitice com o Funchal, onde há muita obra mal feita, prédios com 10 pisos e cara com cara, e vão embirrar com esta?", questiona, enquanto aponta para o prédio de 3 pisos, que até esta a pouca distância de outra, terminada e já com moradores, praticamente da mesma dimensão.
"Fiquei contente coma decisão da Câmara em avançar com o Centro Cívico, mas quero que ponham alguém ali para receber os pagamentos da água e da luz", faz nova proposta. "Até para comprar uma agulha temos que ir à Calheta ou ao Arco (da Calheta), aqui não tem nada. E para a gente idosa como eu, viúva e com uma pensão de 125 euros, não dá jeito nenhum".
Retoma a conversa do Centro Cívico para, como uma contabilista , fazer as contas: "Disseram-me que só ali na Casa do Povo, o Governo está a pagar 600 euros mensais do espaço. Num ano, são mais de sete mil euros que está saindo do bolso dos contribuintes. Sem contar com a Junta, que está ali para a zona do cais"... É a última queixa.

A emigração vale a pena
Aos 20 anos, Carlos Ferreira não tem estas preocupações, mas já tem alguma experiência de emigração. Saiu do Paul do Mar para a Venezuela aos 17 anos e, desde então, faz da pesca o seu sustento no Panamá e na Costa Rica. Regressa praticamente de oito em oito meses para descansar dois e, depois, regressar à faina em alto-mar.
"Esta vida vale a pena, ganha-se muito dinheiro, mesmo como pescador", conta o jovem, que já vai na sua quarta semana de férias em casa. "Quase todos os jovens daqui estão na pesca. Um tripulante chega a ganhar cinco a 7 mil dólares numa só viagem (até dois meses e meio sem ver terra). Mas os capitães dos barcos ganham mais, entre 50 a 100 mil dólares. O nosso problema neste momento é o câmbio do dólar para o euro, porque é mais fraco".
Sobre o dia-a-dia da terra, Carlos Ferreira lembra a tranquilidade de quem lá vive. E a 'prova' é o número de novos moradores, "gente do Funchal que compra casa para passar as suas férias", enquanto a maioria dos pauleiros faz a vida na pesca. "Há quatro anos que estou nesta vida e já percorri vários países, apesar de ser muito novo", acrescenta.
No seu aspecto jovial e de vestimenta descontraída, típica de quem está de férias, Carlos diz que muitos jovens se calhar nem precisavam de emigrar, "se os clubes de futebol da Madeira viessem cá ver os nossos talentos", propõe. "Temos dois jovens que passaram despercebidos ao Nacional e ao Marítimo e agora estão no Sporting".
Questionado se falta alguma coisa no Paul do Mar, o jovem emigrante atira logo: "Não falta nada, faltam é mais mulheres. Aqui tem mulheres lindas". O elogio não se fica por aqui. Sendo morador no bairro social, cujos 56 apartamentos foram recuperados há cerca de nove anos, Carlos Ferreira diz que a Madeira "tem um grande presidente que nos deu estas casas", diz satisfeito. "Antes eram velhas e feias, agora vive-se bem, são autênticas casas de praia numa terra tranquila".
Com uma população jovem, mas muitos mais emigrantes por todo o mundo, o povo do Paul do Mar parece envelhecido. É só mesmo aparentemente, dado que, com uma diferença de nove anos, há tantos eleitores (2008) como população (2001), uns redondos 885. Prova de que há cada vez mais novos moradores, que já fazem desta terra de 'capitães do mar' a sua primeira casa. Os verdadeiros pauleiros continuam a calcorrear os mares.

Projecto: Lota no Paul do Mar adiada
Ainda não será este Verão que arrancam as obras de construção da futura lota no porto do Paul do Mar. No local, tudo continua igual como dantes. A única alteração no panorama habitual desta infra-estrutura marítima é o reposicionamento dos contentores que continuam a servir de lota, agora sobre o cais de acostagem.
Contrariamente ao que foi admitido em Maio último pelo presidente da Junta de Freguesia local, e posteriormente confirmado junto do Director Regional de Pescas, o início das obras da nova lota ainda este Verão já não será uma realidade, uma vez que o processo de construção ainda não passou do papel, e tal não deverá ocorrer ainda nesta época estival. Com o director de Pescas em gozo de férias, fonte deste departamento apenas informou que "o processo de concurso ainda está a decorrer".
Já o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, que tutela a área das pescas, confirma a informação de que o processo está em andamento, minimizando por isso o facto de a obra ainda não estar no terreno, uma vez que perspectiva que na próxima safra do atum, que é a principal actividade dos pescadores locais, o novo equipamento de apoio possa já vir a ser uma realidade.
Apesar de sustentar que "a obra invisível [processo] já decorre", o governante admitiu algum atraso face ao inicialmente previsto. Ficou a dever-se à indefinição suscitada sobre "onde fazer e como fazer", justificou Manuel António Correia. Reiterou no entanto a promessa que a lota neste porto de acostagem mais a Oeste da Ilha "é para se fazer" e garantiu que a curto prazo "ficará pronto".
Enquanto a infra-estrutura ambicionada pelos pescadores pauleiros não se concretiza, relembra que no local existem contentores - um faz de escritório e outro proporciona sistema de frio - que asseguram "condições transitórias" no descarregamento do pescado, razão pela qual entende não haver razões para preocupação dos pescadores.
Quem já prefere não falar do assunto é o presidente da Junta. Cauteloso, José Gonçalves agora espera novos desenvolvimentos. Antes do Verão o autarca pauleiro confirmava ao DIÁRIO que a obra finalmente iria ser concretizada. "Já está previsto começar em Julho", regozijou-se então. Na altura até indicou o local e as medidas - à entrada do varadouro, encostado ao cais, com dez metros de largura por 15 de comprimento. "Da minha parte está tudo pronto. Agora compete a eles avançar", dizia. Resta aguardar, enquanto na vitrina exterior da Junta de Freguesia, continua patente ao público o primeiro esboço do projecto da lota do Paul do Mar, que já muito deu que falar.
Fonte: Diário/
Francisco José Cardoso e O. D.

sábado, 5 de setembro de 2009

Nem sempre passam por aqui....

Para visualizar melhor este navio clique sobre a imagem.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Parabéns à Banda Municipal Paulense, pelos seus 135 anos


Parabéns à mais antiga Instituição Cultural do Concelho da Calheta. Para saber mais do seu historial, clique aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Notícias de San Diego







A comunidade pauleira residente em San Diego, foi à praia cantar as músicas pauleiras, numa forma de manter vivo o "espírito pauleiro".
Fotografias: gentilmente enviadas pela Gorete Silva (EUA)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Noite de fados em San Diego



"De vez em quando temos noite de fado em San Diego. A artista Romana Vieira, nascida em Califórnia, mas com raízes do Funchal. Sempre que há música portuguesa por aqui, vamos logo..."
Texto e fotografias: Gorete Silva (EUA)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Uma recordação/lembrança para o Joni

Para "matar" as saudades do nosso amigo Joni, a Iva Abbiati, enviou esta fotografia para colocar num post do blog.
Parece que o pessoal, já sentiu a sua falta no "Pauleirão 2009" e não só....
Fotografia: Gentilmente cedida por Iva Abbiati

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A pedido da Dorita...


....Satisfaço a sua vontade de estar na internet!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Apelo à comunidade pauleira residente na Austrália


O meu amigo Victor Hugo (jornalista do DN - Madeira), vai em viagem de trabalho à Austrália (mais concretamente a Brisbane), fazer a cobertura jornalística do rali e gostaria encontrar algumas pessoas madeirenses.
Além de ser uma oportunidade única, talvez seja possível realizar uma reportagem com a comunidade pauleira.
Espero brevemente notícias da Austrália.

O dia da Festa do Senhor de 2009 (a procissão)