quarta-feira, 23 de setembro de 2009

27th Annual folklore festival in San Diego











No passado Sábado, em San Diego, aconteceu o 27º Festival Anual de Folclore. Alguns dos participantes deste festival são pauleiros (incluindo algumas "crianças pauleiras"), bem como de outras partes de Portugal.
Obrigado pela colaboração, Therese Garcês.
Fotografias: gentilmente enviadas por Therese Garcês (San Diego - EUA)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Prédio embargado será o futuro Centro Cívico

O anúncio do que o futuro Centro Cívico do Paul do Mar ficaria localizado no prédio inacabado, localizado junto ao campo de futebol da freguesia, fez desde logo levantar algumas dúvidas e até suspeitas de aproveitamento indevido por parte da autarquia calhetense.
O facto do imóvel que estava embargado vir agora a ser 'aproveitado' pela Câmara Municipal da Calheta para ali instalar o prometido Centro Cívico da localidade, mereceu mesmo o esclarecimento de Manuel Baeta.
Ao contrário do que era voz corrente na freguesia pauleira, o prédio em causa fora embargado não por ter obras a mais no que respeita à altura do mesmo, nomeadamente um andar acima ao permitido, ou até por não cumprir o afastamento mínimo exigido da orla marítima. Esclarece o presidente da Câmara que o embargo se deveu única e exclusivamente ao facto da infra-estrutura ali construída "não ter cumprido aquilo que constava no projecto aprovado" para o local em causa. Manuel Baeta garante que foi esse "incumprimento" que determinou o embargo camarário à muito decretada. Refuta assim os rumores postos a circular que apontavam que o proprietário do dito imóvel havia sido prejudicado por uma posição inflexível da Câmara, e que agora era a própria autarquia a aproveitar-se da situação criada para usar a construção já realizada para implementar o Centro Cívico.
O autarca da Calheta aponta a escolha deste imóvel para acolher diversas valências dos serviços públicos locais, como forma de ultrapassar o impasse que entretanto ali se criou, com forte impacto paisagístico na freguesia. Esclarece que o retomar das obras necessárias à conclusão do prédio "não obrigam necessariamente que seja demolido o andar superior", mas antes implica a necessidade de se proceder a "algumas alterações" de modo a ultrapassar os excessos cometidos pelo promotor que lançou este investimento.
Apenas reajustar e não demolir, é o que vai acontecer quando ali forem retomadas as obras para concluir o projecto de construção do novo Centro Cívico do Paul do Mar.
Esta obra, da responsabilidade da autarquia da Calheta, irá integrar um Centro Social intergeracional, a Casa do Povo, a Junta de Freguesia e ainda a sede da Banda Municipal Paulense.
Fonte: Diário /
Orlando Drumond
Observação: para complementar esta notícia carregue aqui.

domingo, 20 de setembro de 2009

Câmara cria zonas de lazer


A Câmara Municipal da Calheta vai construir zonas de lazer em todo o concelho, anuncia Manuel Baeta em declarações ao JM. O objectivo é criar estruturas que potenciem o surgimento de novos turistas e que proporcionem à população local lugares de descanso e de entretenimento. A dimensão das mesmas vai desde áreas de piquenique a zonas com vários equipamentos, incluso circuitos de manutenção e roteiros pedonais.
O autarca realça ainda que, em todas as freguesias, será executado o melhoramento das diversas veredas e acessos às zonas populacionais e agrícolas, será dado apoio às acções de formação, modernização e desenvolvimento da freguesia e limpos e conservados os caminhos florestais.
Isto para além do reforço e melhoramento na rede de abastecimento de água potável, da criação de passeios e da colocação de novos ecopontos. E dos apoios a dar a todas as escolas básicas do primeiro ciclo do concelho.
No Arco da Calheta, será construído o novo centro de saúde e serão criados os centros sociais das Florenças e Cova do Arco, bem como ainda apoiadas as escolas do Lombo da Guiné, Ladeira e Lamaceiros.
No Estreito da Calheta, será recuperada a vereda entre Estreito da Calheta e Prazeres e construído o pavilhão da escola do Estreito.No Jardim do Mar, efectuar-se-á o calcetamento das diversas veredas da freguesia, a construção do polidesportivo, a recuperação da vereda entre o Jardim do Mar e os Prazeres, a recuperação da Quinta da Piedade para funcionamento de um Centro de Dia e a construção de um enrocamento na zona do Portinho.Para a Ponta do Pargo, está contemplada a construção de depósito de água potável (Ribeira da Vaca).
Na Calheta serão implementados arranjos urbanísticos no centro da Estrela e entre a Casa das Mudas e a Estrela e ainda da área compreendida entre o caminho do Lombo do Doutor e do cemitério. Nesta freguesia será criado um centro intergeracional.
Na Fajã da Ovelha, merece destaque a recuperação urbanística dos arredores da igreja matriz e a construção de um centro social intergeracional. Também será construído um pavilhão junto à escola Prof. Francisco M. S. Barreto.
No Paul do Mar, proceder-se-á ao calcetamento de diversas veredas na freguesia e será construído um centro cívico (centro intergeracional, Junta de Freguesia, Casa do Povo, sede da Banda), bem como a construção de um espaço multimédia. A nova lota já foi colocada a concurso.
Nos Prazeres, será construído um parque de estacionamento (junto ao clube), um circuito de manutenção na zona desportiva, continuar-se-á a dar apoio à Quinta Pedagógica e ao Externato São Francisco de Sales e serão recuperados os lavadouros municipais e a vereda entre Fonte Rêla e Lombo da Velha.
Dezenas de caminhos previstos
Para o Arco da Calheta, está prevista a construção dos caminhos municipais da Padaria (Ledo), do pavilhão à rotunda, dos Palheiros à Vereda das Voltas, na zona alta da Cova do Arco e o acesso às zonas habitacionais nos sítios das Paredes; Palheiros, Massapêz e Raízes. E ainda a beneficiação do caminho do Serrado e o alargamento da Rua das Amoreiras.
No Estreito da Calheta, está contemplada a recuperação do largo em frente à Igreja e a beneficiação e pavimentação dos caminhos municipais dos Serrões, dos Moinhos Acima, dos Moinhos Abaixo (Cuada), da Padaria, do Mosteiro, do Seice, das Teixeiras, da Levadinha, do Terço, do Girão de Lá e dos Louros.
No Jardim do Mar está contemplada a construção de um novo caminho municipal.
Para a Ponta do Pargo prevê-se a beneficiação e pavimentação das travessas da Bica (Cabo) e da Vaca, dos impasses da Lombada Gorda, do Pico e da Achada da Nogueira e dos caminhos da Portela e do Lombo. A Câmara vai ainda construir, na Calheta, os caminhos entre o Lombo do Brasil e a Rua Cónego Manuel Fernandes Pombo, entre o Lombo do Salão e o Lombo do Brasil (Chão das Pedras),entre a Rua Francisco Sá Carneiro, a Fonte da Senhora e a Santa Casa, de acesso à nova igreja e de acesso à escola do Atouguia (com criação de estacionamentos).
Também está contemplada a beneficiação e pavimentação do Impasse da Calçada e dos caminhos da Levada Terceira e das Cruzes ao Lombo dos Vivos. E ainda a recuperação do caminho da Serra de Água (Atouguia).
Na Fajã da Ovelha, está prevista a construção dos caminhos entre Cascalho e Soalheira e entre a 1ª e a 2ª Lombada dos Cedros. E ainda a beneficiação e pavimentação dos caminhos do Portal Largo, do Tanque do Lombo, do Aviceiro, dos Lavadouros, de São João e ainda a pavimentação do caminho agrícola da Maloeira.
No Paúl do Mar será construída a estrada de ligação do cemitério ao Porto, enquanto que nos Prazeres serão beneficiados e pavimentados os caminhos do Jardim Pelado e do Lombo Grande (...)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

As cores na minha terra (esclarecimento)


Sempre quando medimos por, palmos das nossas próprias mãos, ou fazemos um palpite de algo que pensamos saber, mas não temos a certeza, caímos na lacuna da incerteza e do falso.
É importante no mundo da comunicação, darmos uma informação correcta e exacta, e até se necessário informar detalhadamente, tudo, do que queremos explicar.
Hoje li na tua página da rede, que o Paul do Mar no dia da inauguração do campo do Paul do Mar usou uma farda como a do Vasco da Gama do Brasil…
Isso é um erro imperdoável.
O nosso S.C. Santo Amaro foi fundado muito antes do C. Vasco da Gama, as nossas cores foram trazidas à terra devido a uma farda que deveria ser enviada de volta pelo C. Nacional, pela simples razão que o Nacional não quis aceitar essas camisolas devido às riscas serem em horizontal, isto no ano de 1910.
C. Vasco da Gama foi fundado muito tempo depois.
Se quisermos dizer a verdade então deveríamos dizer que o C. Vasco da Gama no Brasil tem as mesmas cores do S.C. Santo Amaro. Isso seria o correcto, e não o contrário.
As cores da minha terra, não é uma cópia, são cores originais.
Espero que tudo fique rectificado, e se possível acrescentes que essas mesmas cores, que no dia da inauguração brilharam com orgulho e ousadia, foram as mesmas que por primeira vez beijaram a terra em 1910, mas que a mocidade de hoje por falta de conhecimento as esqueceu.
Muito obrigado.
José Manuel Gonçalves Silva (Moneta)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ecos da inauguração do campo do Paul do Mar, na imprensa regional

O presidente do Governo Regional exaltou ontem a qualidade de vida que os madeirenses têm. Durante a inauguração do relvado sintético do campo de futebol do Paul do Mar, Alberto João Jardim disse também que aquela não era uma obra qualquer, nem podia ser vista apenas como um investimento para os residentes.
«A Madeira tem condições extraordinárias para receber equipas estrangeiras, principalmente da Europa, que no Inverno não têm condições para praticar desporto, mas que procuram outros lugares para poderem treinar», disse o presidente, realçando que o campo sintético ontem inaugurado está localizado numa freguesia com um «clima excepcional, mesmo dentro do clima excepcional que é o da Madeira».A par disso, aquela freguesia e as limítrofes possuem já um conjunto de equipamentos hoteleiros que podem alojar equipas interessadas.Alberto João Jardim mostrou assim que o Paul tem todas as condições para acolher o turismo desportivo, embora reconheça que este tipo de actividade leva tempo a desenvolver-se.
Mas, como Jardim disse no início, o campo sintético não tem como fim exclusivo o turismo desportivo, vai servir também para aumentar a qualidade de vida dos pauleiros. A Madeira não é uma terra rica mas o presidente orgulha-se da qualidade de vida que os madeirenses adquiriram.
«A Madeira não é uma terra rica, a Madeira tem uma densidade populacional três vezes mais do que os Açores e do que o continente, 2/3 da Madeira é rocha, não temos hipótese de nos fixarmos lá, não temos petróleo, não temos ouro... Eu disse sempre, nós podemos nunca ser ricos mas vamos ter qualidade de vida», referiu, a propósito do lema que assumiu assim que se tornou presidente do Governo Regional em Março de 1978.
No entender do líder regional, ter qualidade de vida é poder chegar rapidamente ao Paul do Mar, ter melhores escolas e acesso à saúde». Resumindo: é «ter tudo aquilo que o ser humano, para viver melhor, tem direito a ter».
O Paul do Mar atingiu esse nível, nas palavras do chefe do governo. «Hoje, o que tem aqui, qualquer pequena cidade europeia tem. Não é diferente», comparou.«Hoje, eu vejo as bonitas senhoras do Paul bem vistas como as do Funchal - e até parecendo melhor, às vezes», exemplificou novamente, explicando que estas mudanças são também «produto da educação».
«Eu vejo os jovens casais desinibidos. Já não está a mulher escondida com um lenço preto na cabeça e o marido a tomar vinho na tasca. Não. Hoje, o marido, a mulher, o jovem casal faz uma vida mais sã. Isto é qualidade de vida», argumentou ainda.
Obra parada arranca até ao final do ano
Por outro lado, o presidente do Executivo madeirense disse ter ficado «muito satisfeito» com o anúncio do presidente da Câmara da Calheta, Manuel Baeta, que, momentos antes, havia dito que até ao final do ano as obras de construção do Centro Cívico iriam iniciar-se.
O centro será criado num edifício inacabado e decorre de um projecto apresentado recentemente pela Câmara Municipal da Calheta para a revitalização desse prédio. O Centro Cívico vai integrar um centro de convívio, a Casa do Povo, a Junta de Freguesia e ainda será a sede da banda de música do Paul do Mar.
Antes de terminar o discurso, o presidente do Executivo deixou ainda um conselho às centenas de pessoas que o ouviam.
«Não se importem na vossa vida que certo tipo de gente diga mal de cada um de vós. Há gente que é tão má, que tem tanta falta de carácter, que se disser mal de cada um de nós é uma honra para cada um de nós».
A obra
O arrelvamento sintético do campo de futebol do Paul do Mar é uma obra do Governo Regional que ascendeu a 1.100.000 euros. Construído há cerca de vinte anos, o campo de terra batida do Paul do Mar, para além de não conferir dignidade à freguesia, revelava-se insuficiente para responder às necessidades da população. A obra do Governo Regional contemplou não só o arrelvamento sintético do campo mas também incluiu o redimensionamento da bancada existente, de forma a melhorar as condições dos espectadores. Os balneários de apoio foram, também, alvo de melhorias.


Casa cheia, ontem, ao fim da tarde, na inauguração do piso sintético do Campo do Paul do Mar, com a realização de um jogo entre o Estrela da Calheta e uma equipa da freguesia do Paul do Mar (equipada com as cores do Vasco da Gama, do Brasil).
Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, logo deixou o desafio para a população do Paul do Mar constituir uma colectividade para competir nas provas regionais. O governante madeirense lembrou ainda que "em mais de três dezenas de anos de governação, sem promessas mas com trabalho, tem sido possível melhorar a qualidade de vida, mesmo sem sermos uma terra rica".
Depois apontou a necessidade de estabelecer uma simbiose entre o turismo e o desporto, sustentada também pela melhor localização da Madeira em relação aos países europeus, onde no Inverno ocorre uma paragem competitiva que obriga os clubes a recorrerem a estágios nesse período. O futebol na freguesia do Paul do Mar conta com profundas raízes além de uma forte rivalidade entre os grupos existentes na década dos anos setenta: Paulense e Santo Amaro, além dos particulares na época de Verão disputados entre Marítimo e Nacional.
A instalação desportiva da freguesia do Paul do Mar, apesar de não apresentar as dimensões impostas pela federação da modalidade (100x64), responde as necessidades dos dois clubes do concelho da Calheta (Estrela da Calheta e Prazeres), quanto ao futebol jovem. Mas será o Estrela da Calheta a usar o recinto para os diferentes escalões de formação.
O edil calhetense Manuel Baeta destacou o apoio do Governo Regional na remodelação da instalação desportiva. A mesma tem alto contributo para as duas colectividades do concelho, no campo da formação.
Com a entrada ao serviço deste sintético, restam dois campos de piso de terra, Campanário e Pizo (Câmara de Lobos), cujo arrelvamento, segundo Catanho José presidente do IDRAM, não está previsto.

A inauguração do campo sintético do Paul do Mar (em imagens)



domingo, 13 de setembro de 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

A evolução das obras no Campo de Futebol do Paul do Mar


O Campo Municipal do Paul do Mar (em vídeo)

Amanhã, estará neste blog (em vídeo), o renovado campo de Municipal do Paul do Mar. A inauguração desta nova infra-estrutura, está agendada para o próximo domingo, pelas 18:30, com a presença do Presidente do Governo Regional.

A sinalética da Avenida dos Pescadores Paulenses



A sinalética da Avenida dos Pescadores Paulenses, apresenta-se totalmente renovada. A Câmara Municipal da Calheta, tomou a iniciativa de substituir as placas de apresentavam sinais de desgaste, resultante da exposição à maresia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O novo blog da Banda Municipal Paulense


Uma novidade na "blogoesfera pauleira", é o surgimento do blog da Banda Municipal Paulense. Desejo que este blog, seja actualizado regularmente, em prol da cultura/música pauleira.
Para aceder o blog digite: http://bandamunicipalpaulense.blogspot.com (ou clique sobre na imagem)

Há concorrência desleal e 'dumping' na hotelaria"

Os pequenos hotéis fora do Funchal e que não estão integrados nos maiores grupos hoteleiros regionais estão a sofrer com baixa dos preços por quarto, dado que os operadores com quem tentam colocar turistas nas suas unidades estão a fazer "chantagem" ameaçando ir para outras paragens caso não cedam às suas exigências de baixar preços.
Esta foi duas queixas da directora do Apart-Hotel Paul do Mar, Zélia Aragão, que vê o maior investimento privado daquela freguesia com a "corda ao pescoço", mesmo que as mais-valias de uma unidade de 60 quartos/apartamentos, onde os clientes vão para "não fazer nada", sejam o melhor clima da Madeira, com sol e bom tempo praticamente em todos os dias do ano, como faz questão de referir.
Mas começando pela iniciativa de criar uma unidade hoteleira nesta 'terra de pescadores' que é o Paul do Mar, Zélia Aragão lembrou que há quase oito anos (inaugurado a 7 de Dezembro de 2001), a maior preocupação foi integrar a volumetria do empreendimento o mais possível no meio ambiente, entre o rural e o marítimo, então um projecto do arquitecto João Conceição, que utilizou a pedra de cantaria encontrada nas fundações. O conceito do hotel foi direccionado para as pessoas que querem sossego, liberdade, que querem mesmo não fazer nada, com toda a calma do mundo, com comida caseira", resume.
Sem muitos luxos, mas com serviços de "muita qualidade", o Apart-Hotel Paul do Mar tem, entre outros, piscina externa e interna, jacuzzi, massagens "sem o 'show f' dos Spa's que há por aí" e banho turco. "Nesta área vive-se muito do parecer. Eu gosto mais do ser, que é um marketing mais duradoiro", afirma a gestora, que já leva mais de 20 anos de experiência no sector do Turismo.
Voltando-se para uma análise do que conhece "muito bem", Zélia Aragão diz que "há excesso de oferta hoteleira, que não é bom para ninguém", pois "fazem-se construções sem princípio". E é aqui que revela estar a acontecer "chantagem dos operadores". E explica: "A Madeira está a ser vítima e não pode ceder à pressão de baixar os preços. É preferível perder uma batalha que a guerra, uma vez que estamos a assistir um verdadeiro 'dumping' de preços na Madeira com hotéis de cinco estrelas a praticar valores 3 e 4 estrelas".
Uma situação que espera seja resolvida por quem de direito, ou seja as entidades governamentais, que aconselha também a melhorar as acções de promoção do Turismo. "Confunde-se a Madeira com o Funchal. Definitivamente, a Madeira não é só o Funchal. Deviam todos despertar para esta realidade e olhar para as unidades mais pequenas fora da capital".
O Apart-Hotel Paul do Mar é uma unidade de quatro estrelas, que emprega 28 trabalhadores directamente e mais de 30 indirectamente, quase todos naturais da freguesia ou do concelho da Calheta. O tipo de clientes é de variada nacionalidade e, cada vez mais, madeirenses.
Fonte: Diário/
Francisco José Cardoso

Zé Estrela troca o futebol pela pesca


É ponto assente que o mais famoso futebolista pauleiro da actualidade não volta a jogar futebol, pelo menos a título oficial. Zé Estrela que nas últimas épocas representou a União Desportiva de Santana, depois de anteriormente ter militando no Pontassolense decidido colocar ponto final na carreira 'profissional' para se dedicar à pesca, mas do outro lado do Atlântico. Oriundo de uma família de pescadores, o agora ex-jogador está a ultimar os preparativos para 'embarcar' até a América Latina, com a esperança de ali assegurar o futuro que o futebol actualmente não lhe garante, a bordo de uma embarcação de pesca.
Opção para "assegurar o futuro"
Ainda na sua terra Natal, e quando se preparava para mais uma pescaria nos mares do extremo Oeste da Ilha, Zé Estrela falou ao DIÁRIO sobre a sua nova aposta de vida.
"Foram 10/11 anos constantemente a jogar, e por isso custa um bocado abandonar, mas acho que chegou a altura de mudar e fazer outra coisa", começou por dizer. "Até aqui foi agradável jogar futebol e poder ao mesmo tempo estar perto da família, mas os meus objectivos agora são outros. Tenho de apostar agora em tentar assegurar o futuro", rematou. Embora não esconda já alguma nostalgia pela vida de futebolista que deixa para trás, Zé Estrela mantém-se firme na nova opção de vida. "Para já considero que estou a tomar a decisão certa", sublinhou, na expectativa de alcançar a estabilidade que o futebol dos escalões secundários já não proporciona. Confrontado se o futebol na II e III divisões já não é tão aliciante, como há alguns anos atrás, afirmou ser "um bocado relativo" a comparação, mas reconhece que já viveu dias melhores do que aqueles que actualmente atravessa. "Julgo que o futebol e sobretudo para quem vive do futebol, está cada vez pior em termos monetários. As coisas não estão fáceis e temo que a tendência seja mesmo piorar", perspectiva.
Apesar de ter tido convites de clubes da II e III divisão para continuar a jogar, Zé Estrela manteve a convicção de mudança. "Achei que já era altura de fazer outra coisa e assegurar o futuro", reafirmou, daí a opção pelo mar além fronteiras. " Em princípio, talvez ainda no final deste mês, consiga emigrar e dedicar-me a outra actividade. Estou a pensar ir até a América Latina, mais concretamente até El Salvador. O meu futuro imediato passa sobretudo por tentar essa experiência. Tenho lá dois irmãos, um tio, um primo, um cunhado, um sobrinho, todos a trabalhar no mesmo barco e eu vou arriscar e experimentar esta nova opção de vida", assegurou.
Limitação do Campo do Paul: "Inadmissível"
Sobre a série Madeira, embora tema que a mesma retire visibilidade ao jogador madeirense em poder exibir-se no continente, ainda assim diz acreditar "que os adeptos de futebol adiram mais aos estádios e acabe até por ser uma opção interessante".
Já sobre o incontornável assunto das limitações do campo do Paul do Mar que o impedem de ser homologado para jogos nacionais, Zé Estrela lamenta. "Num futuro o Paul até poderá vir a ter uma equipa de futebol que à partida fica desde logo impedida de jogar no seu campo caso participe em provas nacionais. Considero inadmissível fazermos um estádio novo, onde se gasta um milhão e cem mil euros e no fundo não se poderá ali realizar jogos oficiais da Federação. Acho que não faz qualquer sentido", conclui o futuro pescador emigrante.
Fonte: Diário/Orlando Drumond

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Paul do Mar quer ver mais promessas cumpridas

Entre promessas cumpridas, adiadas e aquelas que o Paul do Mar gostaria de ver nascer na sua freguesia, o DIÁRIO ouviu os eleitores, que destacam, entre outras, a construção da lota de pesca, promessa adiada vezes sem conta, o aproveitamento de um edifício com obras paradas na marginal para dar vida ao centro cívico local, um centro de saúde melhor e a construção de uma estrada que ligue a vila à Ponta do Pargo.
Esta última, uma 'utopia' que, em tempos de crise, dificilmente cabe nas contas, mas que não passa no crivo das exigências dos pauleiros em tempos de eleições. A avaliação que se pode fazer do trabalho da Junta de Freguesia, dividida entre PSD e CDS-PP, com quatro e três representantes respectivamente, é positiva, segundo os populares ouvidos, mas com a certeza de que melhor podia ser feito, acredita-se.
Do presidente da Junta, José Gonçalves, que se candidata a um quatro e último mandato (segundo a lei eleitoral) à nova face da oposição, Gina Veríssimo, advogada que se candidata pelos 'democratas populares, há a certeza que os 20 mil euros anuais do orçamento deixam quase nenhuma margem de manobra para o muito trabalho que é pedido aos políticos. Os que mais próximo se encontram da população, mas que menos podem fazer.
José Gonçalves lamenta essa situação, já que nos 12 anos que leva à frente da Junta de Freguesia do Paul do Mar, os últimos quatro foram os piores em termos de disponibilidade financeira. Mesmo assim, não desiste e quer sair em 2013 com mais obra feita. "Na década de 1940 havia no Paul do mar 3.664 pessoas registadas na Paróquia, hoje são 964 e 885 votantes", começa por contabilizar.
"Hoje, temos vários problemas. Dadas as necessidades de uma nova lota de pesca, que não sabemos quando e se virá, e os jovens que não querem trabalhar como os velhos, as coisas até têm melhorado", especifica. "Já foi feita muita coisa útil para a freguesia, como o centro de saúde e a escola. Faltam ainda outras, como o centro cívico, a casa do povo, uma sede para a Junta e para a banda, a única do concelho e que já leva 134 anos, e até o arranjo do campo que está a decorrer", resume, perspectivando um desejo de fazer mais, caso seja eleito no dia 11 de Outubro. "O que está previsto ser feito, se for feito, o Paul do Mar será uma das freguesias com maior desenvolvimento nos últimos anos", acredita.
Por seu turno, Gina Veríssimo, consciente dos pouco recursos da Junta, acredita que será possível criar anexos dos serviços prestados pela Câmara, como por exemplo assessoria jurídica à população mais idosa para as questões judiciais.
"Pretendemos chegar aos cidadãos que vivem da pesca, cuja luta por uma lota já dura há anos", afiança. "Vamos tentar que os munícipes tenham acesso directo à Câmara, cujo presidente deixou de ter um dia de contacto com a população, com a criação de uma delegação, um elo de ligação, da autarquia no Paul".
Gina Veríssimo acredita que, por ser jovem, poderá opor-se ao candidato social-democrata, para uma "representação como deve ser". Critica José Gonçalves por ter deixado que a construção do campo relvado fosse sub-dimensionado (só dá para treinos) e arrastar-se os problemas que, volta e meia, ocorrem na ETAR.

Promessa não cumprida
Uma marginal/promenade de ligação entre o Jardim do Mar e o Paul do Mar, para fazer face ao isolamento da localidade. Em 2001 ainda se falava neste projecto prometido pela Câmara da Calheta. Não passou do papel - se é que lá chegou! -, mas ficou na memória do povo.

O sonho a Oeste
Uma ligação entre o Paul do Mar e a Ponta do Pargo, através da Ribeira das Galinhas, na ponta oeste da freguesia seria uma mais-valia. O 'sonho' foi referido por populares, que dizem ser necessário e possível de realizar. Mas não deverá ser para os próximos anos.

O 'fim' das inundações
O alargamento da marginal e da marginal de protecção, que veio dar segurança aos moradores do bairro social. Terá sido a maior obra feita nesta freguesia nos últimos anos (se excluirmos o túnel viário de ligação ao Jardim do Mar), com um custo de quase 5 milhões de euros.

A obra social em falta
Anseia-se pela construção do Centro Cívico, que irá albergar algumas das instituições da freguesia. Junta, Casa do Povo, Banda, Centro de Dia, todos vão poder ter o seu espaço no edifício. Para já, tudo se mantém igual. De uma obra embargada, nascerá das cinzas, uma obra social.

Inquérito: Como avalia a acção da Junta?

Maria Fernandes, 64 anos
Falta tanta coisa por fazer. Agora estão a arranjar o campo, mas falta a Casa do Povo, um centro para velhos, para a banda. Há muita gente desempregada, que podiam ajudar.

Dorita Nunes, 57 anos
Neste 'cantinho do céu', faz falta mais gente, mais dinheiro e mais saúde. O Centro de Saúde é um desperdício. Falta mais uma estrada até à Ponta do Pargo e mais acessos.

Maria José, 73 anos
Estão a fazer um bom trabalho, mas penso que podiam fazer melhor. Agora, parece que vão fazer um centro cívico. A gente precisa de mais desenvolvimento aqui, mais trabalho para os jovens.

Fonte: Diário/Francisco José Cardoso

XXV Festa do Pêro

A freguesia da Ponta do Pargo promove a próxima edição da Festa do Pêro nos dias 19 e 20, um certame que terá música, folclore e muitos outros atractivos.
O evento arranca no dia 19, às 18 horas, com missa, seguida às 19 horas pelo lançamento do CD 'Cantigas d'Outros Tempos' do Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo. Depois, actuam o Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo, João Luís Mendonça, e finalmente, às 21 horas, realiza-se o concerto do conjunto musical Os Lordes. No domingo, dia 20, a festa abre às 9 horas com a actuação da Banda Municipal Paulense, seguindo-se missa, ao meio-dia, solenizada pelo Grupo da Paróquia do Amparo. À tarde, destaque para as actuações, a partir das 13h30, das seguintes formações: Grupo de Cantigas Norte a Sul da Casa do Povo da Ponta do Pargo, Grupo de Folclore da Casa do Povo do Porto Moniz, Grupo de Cordas da Casa do Povo da Fajã da Ovelha e Grupo Recreativo da Casa do Povo de São Roque do Faial. Às 16 horas, realiza-se o cortejo alegórico e uma demonstração gastronómica com o chefe executivo Amândio Gonçalves, do Hotel Meliã. Depois, a partir das 16h45, o programa segue com o Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santana, entrega de prémios aos agricultores, Grupo de Folclore MonteVerde, Grupo de Acordeões da Ribeira Brava, Grupo de Instrumentos Tradicionais da Casa do Povo da Boaventura, Grupo de Folclore do Jardim da Serra, Grupo Instrumental e Coral da Casa do Povo da Calheta, Grupo Humorístico 4 Litro, Grupo Musical Ventos do Norte, terminando às 21h30, com o conjunto musical Os Lordes. A XXV Festa do Pêro é organizada pela Casa do Povo da Ponta do Pargo e é apresentada por Carlos Pereira.

Fonte: Diário/J.F.P.

Investimento de 1,1 milhões peca por cinco metros

O renovado campo de futebol do Paul do Mar, a ser inaugurado no próximo domingo, agora com relva sintética, num investimento que ultrapassa um milhão de euros, está 'impedido' de poder vir a acolher jogos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Apesar do avultado investimento de que foi alvo, o campo tem o 'senão' de continuar 'demasiado apertado', impossibilitando que ali possam acontecer jogos oficiais da FPF. O 'handicap' surge nas dimensões do recinto de jogo, nomeadamente no que diz respeito à largura do terreno que, com as novas leis impostas pela Federação em Junho último, não obedece aos requisitos mínimos exigidos. Faltam cinco metros na largura - actualmente tem 59 metros - do campo agora requalificado, para que possa vir a ser homologado de modo a poder estar apto a acolher jogos oficiais sob a égide da FPF, como sejam jogos dos campeonatos nacionais da II e III divisões (Série Madeira) e da Taça de Portugal.
Ainda assim há a excepção dos jogos da Série Madeira, onde se inclui o vizinho Estrela da Calheta, poderem ser disputados em recintos que (ainda) não obedeçam a estas novas limitações impostas pela FPF, como é o caso do campo do Paul do Mar, mas somente até o final da presente época desportiva. Esta facilidade contudo já não se aplica aos jogos da Taça de Portugal, uma vez que envolve equipas de todos os escalões nacionais, razão pela qual a Federação obriga que os mesmos sejam já disputados em recintos que tenham pelo menos as novas dimensões mínimas oficiais - 100 metros de comprimento por 64 metros de largura.

E. Calheta só joga esta época
É por causa dos 'metros' em falta que alguns clubes regionais, quer na II Divisão, quer nos jogos da Taça de Portugal, têm já actuado fora do 'seu' reduto, obrigados que estão a procurar recintos alternativos que obedeçam às novas dimensões. Neste caso particular do campo do Paul do Mar, embora não afecte directamente nenhum clube em competição nacional, poderia muito bem acolher jogos do Estrela da Calheta, que sendo o clube do concelho nesta condição, poderia encontrar à 'beira mar', junto da vibrante e aguerrida população local, uma boa alternativa também para poder fazer 'casa', até porque no campo dos Prazeres, normalmente o apoio é muito mais discreto.
Seja como for, a formação calhetense ainda tem hipóteses de jogar para a série Madeira no novo relvado sintético do Paul, mas a continuar nas competições nacionais, essa oportunidade fica desde logo limitada no tempo, uma vez que a Federação não permite que tal aconteça a partir da próxima época.
Recorde-se que antes as medidas mínimas impostas eram de 90x45 metros, tendo a FPF alterado as dimensões no início de Junho último, impondo desde então 100x64 metros, como o limite mínimo da área de jogo para competições oficiais.

Ficam a sobrar dois 'pelados'
Construído há cerca de vinte anos, o campo de terra batida do Paul do Mar passa a dispor de agora de um novo piso sintético, num investimento do Governo Regional que ascendeu a 1,1 milhões de euros, e que envolveu também a requalificação das áreas de apoio. A contemplou não só o arrelvamento sintético do campo, como também incluiu o redimensionamento da bancada existente, de forma a melhorar as condições de acomodação dos espectadores. Os balneários de apoio ao recinto foram, também, alvo de reformulação, tendo sido repavimentados o arruamento e o parque de estacionamento adjacentes. A empreitada incluiu, ainda, toda a reformulação do sistema de iluminação existente e a execução de uma rede de rega.
Ainda em terra batida ficam a sobrar dois campos na Região.
PEZO, em Câmara de Lobos, e Campanário.

Campo... do regional
Perante as limitadas medidas do recinto de jogo - 100x59 metros - e confrontada com o 'handicap' que isso representa face à impossibilidade de ali realizarem-se jogos oficiais da FPF, a Secretaria Regional do Equipamento Social, responsável pela obra, justificou-se, alegando que "a beneficiação foi feita tendo em conta o recinto que estava disponível e que é suficiente para eventos de carácter regional, dado que o concelho da Calheta já dispõe de outras infra-estruturas que poderão receber encontros internacionais". A nota enviada pela secretaria de Santos Costa reforça ainda que o tamanho do campo "corresponde às medidas regulamentares regionais".
Fonte: Diário/
Orlando Drumond