quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Quem assume o desafio?

Obrigado pelos dois comentários deixados neste blog. Os mesmo ficarão online, no dia que sejam enviados por email. Assim sendo, somos "farinha do mesmo saco". Assuma a verdadeira identidade, que terei muito gosto em disponibilizar aos visitantes deste blog, esses comentários, sem as devidas correcções dos imensos erros ortográficos.
Para quem vive há mais de 80 anos no Paul do Mar....domina muito bem o teclado. Aguardo resposta a este desafio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Presépios do Paul do Mar (Casa do Povo do Paul do Mar)


Com o início da época natalícia, o blog, mostrará alguns dos presépios/lapinhas do Paul do Mar. Assim, quem estiver interessado em "mostrar" o seu presépio, pode manifestar essa vontade.
Este presépio público é da Casa do Povo local, podendo ser visitando durante está quadra festiva junto à igreja de Santo Amaro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Agenda desportiva para o próximo fim-de-semana


Sábado (05/12/2009)
Veteranos - 17:00
Estrela da Calheta - Santacruzense


Domingo (06/12/2009)
Juvenis - 11:00
Estrela da Calheta - Coruja

sábado, 28 de novembro de 2009

Reportagem sobre o Cabo Telo, no Tribuna da Madeira

Com o título "A incrível história do Cabo Telo", o Tribuna da Madeira, na sua edição nº 528, tem uma reportagem sobre o Cabo Telo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Exposição sobre a visita da imagem Peregrina à Madeira (1948)



Está patente até ao próximo Domingo, uma exposição alusiva à passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima (1948), no piso superior, da Pastelaria Vila Amoré.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Acção de sensibilização

No próximo dia 26 de Novembro (quinta-feira), pelas 18:00 na EB1/PE Vasco da Gama Rodrigues, realiza-se uma Acção de Sensibilização/Informação sobre "Seguro de colheitas - apoios financeiros, para projectos agrícolas". Esta sessão tem entrada livre, sendo orientada pela Drª Isabel Figueira .

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

«Agora ele está na sua terra»


Funeral do cabo Telo realizou-se na presença de centenas de pessoas

A Centenas de pessoas juntaram-se ontem na igreja do Paul do Mar para a última despedida ao primeiro cabo Gabriel Telo, morto em combate há 36 anos, na Guiné Bissau.
A cerimónia fúnebre encerra um processo de um grupo de soldados, dos quais faziam parte dois madeirenses - o cabo Telo e o soldado João Nunes Ferreira. O processo de exumação dos cadáveres e trasladação para Portugal demorou cerca de três anos. A União dos Pará-quedistas foi quem desencadeou este resgate - estavam três elementos desta força especial entre os 11 cadáveres - que agora chega ao fim com este funeral, o último dos corpos que foram retirados de Guidaje, na Guiné Bissau.
«Fechámos, de facto, um ciclo cujo objectivo era trazer os corpos que tinham sido inumados naquele cemitério de campanha, na Guiné», explicou o presidente da União de Pára-quedistas, o general Avelar de Sousa, que ontem marcou presença na cerimónia. Várias entidades associaram-se, aliás, a esta última homenagem ao soldado, falecido a 25 de Maio de 1973 (e não 1963 como erradamente escrevemos ontem). Miguel Mendonça, presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, colocou de manhã uma coroa de flores junto à urna do militar, quando ainda se encontrava no Monumento ao Combatente Madeirense no Ultramar. Um pouco mais tarde, já no Paul do Mar, freguesia de ontem o cabo era natural, estiveram presentes no funeral Monteiro Diniz, Representante da República para a Madeira, Brazão de Castro, secretário regional dos Recursos Humanos, Manuel Baeta, presidente da Câmara Municipal da Calheta, entre outras individualidades.
O processo de exumação e trasladação das ossadas do cabo Telo abriu na família uma ferida que há décadas tentavam sarar. A mãe, Flora Telo, nunca deixou, porém, que a memória do filho fosse esquecida. Por isso, durante os últimos 36 anos repetia insistentemente histórias sobre Gabriel, realçando as qualidades deste jovem, que foi sacristão na igreja que, anos antes, chegou a ajudar a erguer. O mesmo templo que ontem acolheu a cerimónia da sua despedida.
Ontem, a comoção impedia Flora Telo de dizer o que representava para si aquele momento.
No dia anterior, porém, confessou ao Jornal da Madeira ainda sentir «uma saudade grande do meu filho». E com o olhar em direcção ao céu apelou para que Gabriel Telo pedisse por todos os que «mais necessitam».
«Era um filho bom, querido, que desde pequenino» ajudou na igreja, recordava-se.A vinda dos restos mortais abriu na família feridas do passado, mas, apesar dos momentos de dor e ansiedade, ninguém se arrepende da decisão.
Ontem, Gabriela Telo, irmã dois anos mais nova, dizia sentir uma «satisfação» por agora Gabriel estar «mais perto» da família.
Maria João, a mais nova das irmãs, disse sentir «uma mistura de emoções impossíveis de descrever».
Ainda assim, referiu que naquele preciso momento, à saída do cemitério, sentia «uma alegria, porque ele está na sua terra. Estes últimos dias foram de saudade, de revolta, mas agora, que ele já está aqui no nosso cemitério, na terra dele, agora é um alívio».
Com o funeral do cabo Telo «fechámos, de facto, um ciclo cujo objectivo era trazer os corpos que tinham sido inumados naquele cemitério de campanha, na Guiné», disse o presidente da União de Pára-quedistas, o general Avelar de Sousa, que ontem marcou presença na cerimónia de despedida do militar madeirense, falecido há 36 anos na Guiné Bissau.

Ainda faltam buscar 1.400 portugueses
Continuam cerca de 1.400 militares portugueses enterrados em África. São soldados que sucumbiram em combate mas que o Estado português não custeia o seu regresso ao país.Os militares pressionam as autoridades mas o resultado tem sido nulo.
Para esse processo, a União Portuguesa de Pára-quedistas está disponível para contribuir com a experiência adquirida no processo de exumação, identificação e trasladação dos cadáveres de Guidaje, na Guiné Bissau.
«A União dos Pára-quedistas está disponível para prestar auxílio através de tudo aquilo que aprendemos», referiu presidente desta associação, o general Avelar de Sousa.
O presidente da Comissão Organizadora do Monumento ao Combatente Madeirense no Ultramar, Morna Nascimento, também diz que é tempo do Estado cumprir a «sua obrigação».
É tempo de «chamar à responsabilidade o Governo português para a obrigação que tem de fazer regressar à metrópole - seja à Madeira, aos Açores ou ao continente - as ossadas que ainda lá estão dos combatentes que foram num dever pátrio e por conta do Estado para o Ultramar. Não se aceita que eles fiquem lá abandonados e que as famílias é que tenham de pagar o seu regresso. É uma obrigação do Estado, é uma obrigação da Nação e uma obrigação de Portugal trazê-los de regresso ao chão da sua Pátria», defendeu Morna Nascimento, sublinhando que morreram em combate ou por doença 8.402 portugueses África. O coronel não sabe, contudo, quantos destes eram madeirenses.
Fonte: Jornal da Madeira / Alberto Pita

Gabriel Telo já descansa em solo pauleiro


A igreja do Paul do Mar foi pequena para acolher a multidão que ali compareceu, na manhã de ontem, para se despedir do 1.º Cabo Gabriel Ferreira Telo, 36 anos depois deste ter perecido na guerra do ultramar, na Guiné.
O regresso a casa de Gabriel Telo só foi possível graças ao trabalho desenvolvido pela Liga dos Combatentes, constituída por elementos da União Portuguesa de Pára-quedistas (UPP) que quiseram trazer para o país os seus últimos homens que estavam na Guiné e com quem este tinha sido sepultado. Apesar de não fazer parte da UPP, cumpriu-se ontem, mais uma vez, o lema que os pára-quedistas defendem: "Ninguém fica para trás".
Esta foi uma cerimónia que contou com a presença de várias figuras madeirenses, com destaque para o Representante da República, Monteiro Diniz, o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Manuel Baeta e de Brazão de Castro em representação do Governo Regional.
Foi também visível um número assinalável de antigos combatentes, que ali foram prestar uma última homenagem ao antigo companheiro.
Ainda durante a missa, foi lida uma carta escrita pela irmã do soldado madeirense, Gabriela Telo, numa mensagem muito emocionada. "Sentíamos que tínhamos uma dívida contigo, dar-te um funeral digno. Enquanto sacristão acompanhaste muitos funerais, agora acompanhamos-te até à última morada. 36 anos depois, quando já não havia esperança, voltaste à terra que te viu nascer. Descansa em paz".

1400 nas ex-colónias
Gabriela Telo fez ainda questão de agradecer à Liga dos Combatentes, à TAP e à Câmara Municipal da Calheta, mas em especial à União Portuguesa de Pára-quedistas "pelo gesto nobre para com os restos mortais do meu irmão". Gabriel Telo descansa agora no mesmo sítio que já foi ocupado pelo seu pai. Também presente neste funeral de Gabriel Telo esteve o presidente da Liga dos Combatentes, Avelar de Sousa, que julga ainda existirem cerca de 1400 portugueses enterrados nas ex-colónias.
"Nós trouxemos os pára-quedistas e os companheiros de infortúnio. Mas isso foi apenas a nossa parte. A vinda de todos esses portugueses não depende de nós mas de uma decisão governamental, pela dimensão da operação". Avelar Sousa diz que o funeral deste soldado madeirense representou o encerramento de um ciclo.
"Fechamos um ciclo cujo objectivo era trazer os corpos do cemitério de campanha que tínhamos na Guiné. O último funeral desses homens foi hoje". Opinião semelhante tem o coronel Morna Nascimento, que entende que o Estado deve assumir o regresso destes homens. "Os soldados foram combater para o ultramar em representação do estado português. Para mim, o Estado tem de ser responsabilizado e tem a obrigação de assumir e pagar o regresso desses homens à sua pátria".
Fonte: Diário /Marco Freitas

domingo, 22 de novembro de 2009

As cerimónia fúnebre do Primeiro Cabo Gariel Telo, com honras militares






Emoção na chegada de Telo

Ossadas de Gabriel Telo são levadas hoje para o Paul do Mar
«Filho, a mãe está aqui!». Foi com estas palavras que Flora Telo recebeu ontem as ossadas do filho, o primeiro cabo Gabriel Telo, na Capela do Monumento ao Combatente, na Mata da Nazaré.
Apoiada pelas duas filhas, Maria João e Gabriela, Flora Telo caminhou vagarosamente em direcção à pequena urna. Não estava a mais de dois metros de distância, mas o esforço foi grande para esta mulher, ainda a recuperar da operação aos joelhos.
Pousou as mãos sobre a urna como quem afaga um bebé e, com os olhos molhados, beijou-a. «Filho, a mãe está aqui», disse uma e outra vez, por entre os soluços do choro.
Dentro e fora da sala do Monumento ao Combatente o silêncio era total. Por entre dezenas de pessoas presentes na homenagem, apenas as palavras de Flora se ouviam. «A mãe está aqui.» A emoção era forte.
O reencontro acontecia. Trinta e seis anos depois.Não era só Flora Telo que tinha os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. As filhas também não conseguiam conter os sentimentos.«Sinto uma grande emoção por ficar próxima dos restos mortais do meu irmão. Sei que ele já estará no céu, mas aqui o que desejávamos era fazer-lhe um funeral digno. E é o que estamos preparando», disse Gabriela Telo, irmã do antigo soldado, dois anos mais nova, e o elemento da família com quem as entidades militares contactaram ao longo do processo de transladação.Gabriela confessou ontem que durante os três anos em que aguardou pela chegada do irmão teve momentos de desespero e chegou até a perguntar aos militares responsáveis se «estavam a brincar com os sentimentos das pessoas». Explicavam-lhe que o processo era complexo e moroso e apelavam à paciência da família. A ansiedade foi sendo controlada. «Até que hoje chegou o dia. É uma grande satisfação», diz, por entre lágrimas.
Maria João, irmã mais nova, sentia ontem um misto de emoções. Estava alegre pela chegada das ossadas, mas triste por esse momento trazer de novo toda a dor. Gabriel Telo sucumbiu em 25 de Maio de 1963, na sequência da explosão de um engenho detonado pelo inimigo, em Guidaje, na Província da Guiné, durante a Guerra do Ultramar.
O primeiro cabo Telo pertenceu a um grupo de onze soldados que morreram na guerra e que foram enterrados na mesma zona, apesar de terem sucumbido em momentos diferentes. Entre eles estavam três pára-quedistas. E, a bem da verdade, foi por causa dos três elementos desta força especial que as ossadas do cabo Telo, natural do Paul do Mar, chegaram agora à Madeira. Os pára-quedistas têm o lema de que “Ninguém fica para trás” e, durante mais de trinta anos, não desistiram até que trouxessem os três «únicos» que não tinham regressado a Portugal. Agora, finalmente, chegaram.
Numa acção de solidariedade, a União dos Pára-quedistas estendeu o mão e trouxe os outros militares que estavam juntos aos pára-quedistas. Mas só os que as respectivas famílias quiseram. Algumas optaram por não voltar a abrir a dor da perda de um ente querido. Uma delas foi a família de Câmara de Lobos, do soldado João Nunes Ferreira.
A chegada dos restos mortais de Gabriel Telo representa o encerramento de um capítulo com mais de três décadas e que nos últimos três anos obrigou a um enorme esforço logístico, com o início do processo no terreno. O sucesso desta operação decorre da ajuda de várias instituições, com particular mérito para a União dos Pára-quedistas, que foi quem desencadeou todo este processo.
A ligação à Madeira foi feita, sobretudo, com a organização do Monumento ao Combatente, liderada pelo coronel Morna Nascimento.
Ontem, na homenagem feita ao cabo Telo, Morna Nascimento dizia que agora é chegado o tempo de alertar o país para a obrigação de o Governo da República custear as transladações dos portugueses que morreram na guerra e por lá ficaram.
Fonte: Jornal da Madeira /Alberto Pita

sábado, 21 de novembro de 2009

O funeral 35 anos depois

Segundo as listagens, morreram quase 200 madeirenses no ultramar
O primeiro cabo Gabriel Ferreira Telo, cujo funeral se realiza amanhã, 35 anos após a morte em combate, era o segundo de cinco irmãos, dos quais três rapazes e duas raparigas. Tanto ele, como o mais velho, jogavam no Clube Futebol União. Ambos foram chamados para a guerra.
Maria Gabriela Telo é exactamente dois anos mais nova. Daí a escolha do nome. É ela quem nos abre a porta, no Paul do Mar, para reviver as memórias do irmão. E é também ela que nos conta que Gabriel Ferreira Telo esteve quase a não ir à guerra. "Como jogava no Clube Futebol União, o clube pagou a um rapaz para ir no lugar do mais velho e também tinha já um escolhido para ir no lugar dele", recorda Gabriela Telo. Contudo, essa pessoa também foi chamada a prestar serviço e Gabriel teve de avançar.
Partiu para a Guiné em Junho de 1971 na Companhia de Caçadores n.º 3518, do Batalhão de Infantaria n. 19, do Funchal. Tinha na altura 21 anos.
No ano seguinte, Gabriel Telo voltou à Madeira de férias. Ficou um mês. A irmã lembra-se ainda das primeira palavras, ao entrar em casa: "Aqui sinto-me muito bem". Essa foi a última vez que o viu.
O primeiro cabo voltou para a Guiné, mas levou com ele roupa para os "pretinhos". "Ele era uma pessoa muito humana". Era também "muito amigo de casa" e "vaidoso, gostava de andar aprumado", lembra Gabriela Telo.
Na Guiné, o primeiro cabo completou praticamente a comissão de serviço. Estava já na cidade quando a sua companhia teve de voltar ao mato devido ao cerco à guarnição de Guidage, em Maio de 1973. A guarnição encontrava-se sem mantimentos e sem munições, pelo que a Companhia de Caçadores n.º 3518 foi nomeada para fazer parte da escolta de uma coluna a Guidage. Conseguiu romper o cerco, mas durante a sua estada sofreu vários bombardeamentos. Num deles, Gabriel Telo foi ferido num braço e, segundo a irmã, acabou por falecer, por falta de assistência médica, a 25 de Maio.
Os que sobreviveram ao ataque acabaram por enterrar os mortos nesse mesmo local.
A notícia chegou à família através de telegrama, enviado para a Fajã de Ovelha. Gabriela Telo lembra-se que estava sozinha em casa quando um rapaz veio chamá-la para atender o telefone na mercearia. Ali, foi-lhe dito que teria de levantar um telegrama na Fajã. Sem meios de deslocação ainda insistiu para que lhe revelassem o conteúdo, mas recusaram-lhe o pedido. Nessa altura, começou a suspeitar de que algo teria acontecido ao irmão. "O próprio carteiro não quis trazer (o telegrama), por isso era preciso alguém que o fosse buscar".
Entretanto, passou um carro que ia para a Fajã de Ovelha, mas poucos metros depois encontrou o irmão mais novo e foi ele quem foi buscar o documento.
A preocupação de Gabriela Telo era com a mãe. "Não queria que ninguém lhe dissesse nada, como se eu pudesse esconder aquilo." Com medo que as forças lhe faltassem, pediu às amigas para que fossem a casa para ajudá-la a amparar a mãe na hora de revelar a notícia.
Alguns tempos mais tarde, chegou a mala com os pertences do irmão. "Eu mexia nas coisinhas dele e parece que estava tocando nele", recorda Gabriela Telo. "A minha mãe depois não queria sair. Aquilo foi muito duro".
A recuperação dos restos mortais de Gabriel Telo só foi possível graças a uma missão da Liga dos Combatentes, constituída por elementos da União Portuguesa de Pára-quedistas, já que entre os mortos estavam três elementos da UPP. O resgate foi possível através de um mapa desenhado na altura pelo coronel Luciano Dinis.
Amanhã, a família vai finalmente poder realizar a cerimónia fúnebre, o que, para Gabriela Telo, representa um certo alívio. "A tristeza maior foi a notícia da morte. Agora, é como se estivéssemos a fazer-lhe uma homenagem. Era aquilo que ele deveria ter há anos, o funeral, e que agora vai ter".

Cerimónia fúnebre
Os restos mortais do primeiro cabo Gabriel Ferreira Telo chegam hoje à Madeira.
A urna será transportada para o Monumento ao Combatente Madeirense no Ultramar, na Nazaré, onde ficará em câmara ardente ao longo da noite, no interior da capela.
Amanhã, pelas 9h30, está marcada a saída do cortejo fúnebre da Nazaré com destino ao Paul do Mar. Naquela freguesia, será realizada uma missa, pelas 11 horas, e, uma hora depois, terá lugar o funeral, apeado, com destino ao cemitério local, com direito a honras militares.
Gabriel Telo será sepultado no mesmo local onde o pai foi a enterrar, a pedido da família.
Fonte:
Diário/Sílvia Ornelas

Vigília pelo 1.º cabo Telo

Os restos mortais do 1.º Cabo Gabriel Ferreira Telo, que faleceu na Guiné em Maio de 1973, chegam hoje à Região. A urna, com as ossadas, será levada para o Monumento ao Combatente Madeirense no Ultramar, onde ficará em câmara ardente na capela daquele espaço, situado no complexo habitacional da Nazaré.
Amanhã, às 9h30, iniciar-se-á o cortejo fúnebre da Nazaré com destino à Igreja matriz do Paul do Mar, onde será celebrada uma missa às 11h00. O funeral, apeado, será pelas 12h00, com destino ao cemitério local, com honras militares.
Numa nota enviada, à nossa redacção, pela comissão organizadora do Monumento ao Combatente Madeirense no Ultramar, é referido que este combatente, que faleceu na Guiné, recorda que Gabriel Telo «embarcou para a Guiné em Junho de 1971. Pertencia à Companhia de Caçadores n.º 3518 do Batalhão de Infantaria n.º 19, do Funchal», na altura com 21 anos.
A poucos dias do final da comissão de serviço, recorda o documento, «ocorre o cerco à guarnição de Guidage, em Maio de 1973. A guarnição estava já sem mantimentos nem munições».
Tal como refere a mesma fonte, a companhia n.º 3518, constituída por madeirenses, foi nomeada para fazer parte da escolta de uma coluna a Guidage. E conseguiu romper o cerco. Durante a sua estadia em Guidage, a companhia sofreu vários bombardeamentos. Num deles, uma granada provocou a morte de Gabriel Telo.
Tal como se pode ler na nota informativa, «apenas em 2008 foi possível proceder à exumação dos restos mortais de dez militares que ali tiveram de ser inumados devido ao cerco. Um deles era Gabriel Telo. Este trabalho foi feito por uma missão da Liga dos Combatentes, cuja equipa de missão era constituída por elementos da União Portuguesa de Pára-quedistas, muito interessada nesta acção, porque entre as ossadas a recolher estavam as de três pára-quedistas também mortos na operação de socorro a Guidage».
Feita a exumação, as ossadas ficariam, para sempre, no cemitério de Bissau. Diz o documento que «o Estado português não as devolve às respectivas famílias, no caso destas desejarem tê-las junto de si, excepto se elas pagarem todas as despesas que isso implica, o que é incomportável para a esmagadora maioria».
Refere ainda a nota informativa que «o Estado português, que lhe tirou os filhos para combaterem em África, onde morreram ao serviço, não suporta os custos da sua trasladação para Portugal, bem como os seus funerais, caso os pretendam ter junto de si».
Mas, refere também o documento, os pára-quedistas mostraram-se sempre firmes no seu desejo de trazer as ossadas para Portugal. E foi devido a essa persistência que os restos mortais de Gabriel Telo regressam ao Paul do Mar «e dar uma consolação a sua mãe, irmãs e outros familiares que o aguardaram 35 anos».
A Comissão Organizadora do Movimento ao Combatente Madeirense no Ultramar não deixa de salientar, além da União Portuguesa de Pára-quedistas, a colaboração imprescindível de várias entidades para que esta missão se concretizasse, nomeadamente, a TAP – Air Portugal, a Associação de Empresas Lutuosas, bem como o Chefe do Estado Maior.
Por fim, a Comissão Organizadora do Movimento ao Combatente Madeirense no Ultramar aproveita esta oportunidade para convidar «todos os combatentes, familiares e demais população a comungarem nesta homenagem, incorporando-se nas cerimónias de evocação dos militares que ainda se encontram sepultados em África».
Fonte:
Jornal da Madeira/Marsílio Aguiar

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Belmiro Mendes campeão antecipado

Surf - 4.ª e penúltima prova do Campeonato Regional de Surf de 2009

Realizou-se, sábado, a 4.ª etapa do Circuito Regional de Surf de 2009, na freguesia do Paul do Mar. A 1.ª fase foi composta de quatro “heats”, com as condições de ondulação a passarem do razoável/bom para o extremo. Foram cumpridas séries de seis a 10 ondas, com cerca de dois a dois metros e meio, e ainda ondas intermediárias, a rondarem o metro e meio. O espectáculo estava garantido para a única categoria em acção: a Open. Os “heats” foram muito disputados, sendo de salientar as prestações de Felipe Barros (CTM), que mesmo em condições extremas tentou, sempre, fazer um Surf de manobras inovadoras, e de Rúben Afonso (também CTM), o único “goofy do heat”, que ganhou o prémio do maior “wipe out” da competição.
Na grande final, André Rodrigues não entrou no mar, por ter se lesionado na meia-final, ficando com o 4.º lugar. Já Orlando Pereira passou quase todo o “heat” a remar de volta ao “outside”, pois foi arrastado para muito longe pelos “sets” que o apanharam, ficando de fora da luta pela vitória. O 1.º lugar decidiu-se, então, entre Belmiro (CAMadeira) e Kristjan (CNSão Vicente). Fazendo justiça à sua grande determinação, o “americano do Jardim” arrancou numa “bomba”, fez um grande “bottom” e completou com mais duas boas manobras. Esta onda fez a diferença para o campeão. em mais uma grande prova de divulgação da modalidade.
De realçar, igualmente, a presença do Tiago Matos, formador da Federação Portuguesa de Surf, que fez uma avaliação dos juízes que haviam feito o curso, no passado mês de Julho, e todos foram dados como “Aptos”.
Classificação final 1.º Kristjan Higdon (CNSV); 2.º Belmiro Mendes (CAMadeira); 3.º Orlando Pereira (CNSV) e 4.º André Rodrigues (CNSV). Com o seu 2.º lugar, Belmiro Mendes (CAMadeira) sagrou-se campeão regional de Surf de 2009, com a 5.ª e última etapa do Campeonato - na Fajã D’Areia, em São Vicente, no dia 13 de Dezembro - para definir os demais lugares do pódio.
A etapa do Paul do Mar teve a organização da Associação de Desportos da Madeira (ADM), com os apoios da Câmara Municipal da Calheta, do “Madeira Island Surf Shop”, da “Roxy” e da “Quicksilver”.

Fonte: Jornal da Madeira / Vasco Sousa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Belmiro Mendes campeão

O 2.º lugar na quarta prova do Circuito Regional Nestea de Surf bastou a Belmiro Mendes, do Clube Aventura da Madeira, conquistar o título de campeão regional da modalidade. Esta etapa, organizada pela Associação de Desportos da Madeira com os apoios da Câmara Municipal da Calheta, Madeira Island Surf Shop, Roxy, e Quicksilver, foi bem disputada, com as ondas a condizer.
Na final, o vencedor foi Kristjan Higdon, do Clube Naval de São Vicente, seguido por Belmiro Mendes, Orlando Pereira e André Rodrigues, ambos do Clube Naval de São Vicente.
De referir a presença de Tiago Matos, formador da Federação Portuguesa de Surf, que avaliou os juízes madeirenses formados em Julho, considerando todos 'aptos'.
Fonte: Diário /
Carlos Alberto Moniz

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PORTUGAL NO MUNDIAL DA AFRICA DO SUL' 2010

Portugal apurado para a fase final do Mundial da África do Sul 2010, ao vencer a Bósnia por 1-0 (Raul Meireles, aos 56 minutos), no último jogo do play-off.

Gabriel – um “Soldado Esquecido"


O Gabriel é para os Combatentes, não só um cidadão-militar português, camarada que tombou ao serviço da Pátria, como é um símbolo do soldado esquecido pelo País. Com toda a dignidade e emoção apelamos aos governantes, nesta sentida e justíssima cerimónia fúnebre, em que o Gabriel repousará no chão santo da freguesia da sua naturalidade e onde começara a despontar um jovem exemplar, para que apoiem a Liga dos Combatentes nesta missão humanitária e patriótica


Na revista o Combatente, um alferes mil., agora advogado, que serviu na Guiné escreve …viviam-se situações de grande dramatismo … criaram-se laços de grande solidariedade, amizade e lealdade sem limites entre os operacionais, oficiais, sargentos e praças, com exemplos de grande heroísmo, coragem e bravura, que os mantêm ligados até o fim das suas vidas... Aqueles que tiveram a honra e o privilégio de comandar soldados (os melhores do Mundo) no teatro de operações, tirando a parte negativa da guerra … jamais esquecerão o convívio humano, que há manter-se até sempre…
São estes Heróis, quais desconhecidos e esquecidos, que entre 1954/75 pegaram em armas nos teatros de operações ultramarinos (T.O.) e que o País, por receio, cobardia ou propósitos condenáveis, quiz ignorar olhando-os com desdem. Em contrapartida, assistia-se ao desplante de defender-se a atribuição de pensões vitalícias, moeda de compensação à perseguição que sofreram no regime de então, a uns que, por medo ou outras razões, saltaram fronteiras, furtando-se ao Dever que a Pátria exigia. A “história não dorme” e há-de pôr em relevo aqueles que … jamais esquecerão o convívio humano. E os Verdadeiros historiadores, então já libertos de complexos partidários e dos traumas do politicamente correcto, hão-de gravar nos pergaminhos da nossa História, a odisseia militar das nossas gerações de jovens entre 1954 – 1975.
Finda a 1ª Guerra Mundial, na qual Portugal foi envolvido na luta contra alemães na Europa e África, jaziam milhares de ossadas de combatentes sem identificação. Perante uma situação insolúvel, num acto patriótico e de respeito humano por esses Heróis Desconhecidos, foi na Europa evocada a sua memoria no Soldado Desconhecido, com honras militares e de Estado. No secular Mosteiro da Batalha estão depositadas, desde Abril de 1921, duas ossadas do Soldado Desconhecido (Africa e Europa), enquanto pelo País, por iniciativa oficial, foram erguidos Monumentos aos Combatentes da 1.ª Grande Guerra, inaugurados com honras nacionais.
Lamentavelmente assistimos, hoje, a um aparente alheamento oficial pelas ossadas de muitos dos 8.290 combatentes mortos nos T.O. e que restam esquecidos nos Cemitérios Militares e nos ex-Quartéis ultramarinos. Até quando?
No País e no estrangeiro os monumentos recordando os Combatentes do Ultramar, foram iniciativa dos Combatentes. E na mesma linha, elementos da União dos Paraquedistas Portugueses (UPP), fiéis ao seu lema, ninguém fica para trás, decidiram-se por ir à Guiné exumar as ossadas de três Paras enterrados no quartel fronteiriço de Guidage, onde em Maio 1973 ocorrera uma operação de cerco de grande envergadura. Para Portugal e uma vez identificadas, trouxeram também três ossadas inumadas na mesma vala. Uma das ossadas é a do ex-1.º cabo Gabriel Telo, da Companhia de Caçadores n.º 3518/BII19, natural do Paul do Mar e cuja urna vai ser entregue à família na Madeira em 21 Novembro por uma delegação da UPP, gesto de grande significado e valor desta tropa de elite. Na noite de 21/22Nov a urna ficará em câmara ardente na Capela do Monumento ao Combatente na mata da Nazaré, partindo em cortejo fúnebre às 09h30 do dia 22Nov para o Paul do Mar. Às 11h00 decorrerá a cerimónia religiosa na Igreja Matriz, onde o falecido foi baptizado e serviu como sacristão. Daí seguirá para o Cemitério local, com Honras Militares.
O Gabriel é para os Combatentes, não só um cidadão-militar português, camarada que tombou ao serviço da Pátria, como é um símbolo do soldado esquecido pelo País. Com toda a dignidade e emoção apelamos aos governantes, nesta sentida e justíssima cerimónia fúnebre, em que o Gabriel repousará no chão santo da freguesia da sua naturalidade e onde começara a despontar um jovem exemplar, para que apoiem a Liga dos Combatentes nesta missão humanitária e patriótica de localização e trasladação das ossadas dos nossos Heróis (caso a caso, com a anuência das famílias), pondo-se termo à indiferença vivida e ao menos respeito pela memória daqueles a quem foi exigido o sacrifício supremo.
No cortejo fúnebre e nas cerimonias de evocação ao Soldado Esquecido, pretendemos relembrar ao País a obrigação de custear a trasladação das ossadas dos “Gabrieis”, ainda abandonadas no campo africano.
Numa comunhão de princípios, a comissão organizadora do Monumento ao Combatente Madeirense, convida todos os combatentes, familiares e demais população a participarem nesta Homenagem pública, incorporando-se nas cerimonias de evocação e exaltação ao Soldado Português.

Fonte. Jonal da Madeira (Artigo de Opinião de : Ramiro M. do Nascimento)