Pescadores querem nova lota
Os pescadores do Paúl do Mar querem uma nova lota. Sem poderem ir para o mar, em dia de “tempestade” (na passada quarta-feira, dia em que as ondas atingiram proporções fora do comum), os “lobos do mar” contaram à nossa equipa de reportagem quais os problemas que afectam a classe.Sem quererem indentificar-se, os pescadores afirmaram que desde que foi construído o cais do Paúl, a lota funciona num contentor e aguardam ansiosamente por uma nova infra-estrutura que tenha as condições necessárias para desevolverem a sua actividade. Segundo referem, «nós merecemos a mesma coisa que os outros merecem». «Não estamos a dizer para tirarem de lá para pôr cá», acrescentam. Para além disso, reclamam por gelo para o peixe e por gasóleo para as embarcações, para não terem de percorrer distâncias tão grandes para abastecer as embarcações.Autoridades marítimasexageram nas vistoriasPor outro lado, os pescadores não deixam de apontar o dedo às autoridades marítimas, pois consideram que estas exageram nos patrulhamentos. Segundo referiu um nosso interlocutor, «no primeiro dia em que deitei a minha embarcação ao mar este ano tive logo uma vistoria da patrulha». «Não sou contra o facto de virem a bordo, mas todos os dias é demais», acrescentou.Por seu turno, um outro pescador disse que as autoridades «molestam muito as pequenas embarcações, que estão simplesmente a pescar para comer». «Nós não somos contrabandistas», queixou-se, sustentando que «têm de fazer a patrulha é nas 200 milhas, para não deixar entrar droga». Outra das reivindicações da população do Paúl do Mar passa pela construção de uma marginal entre o cais e o cemitério, para beneficiar o trânsito e para proteger as habitações da fúria do mar.Há muito por fazer mas também há coisas boasJosé Fernandes, outra das pessoas que acedeu falar à nossa reportagem, diz que ainda há muito por fazer na freguesia, mas reconhece também que há várias coisas que foram feitas com qualidade, tais como o Centro de Saúde, que «é uma infra-estrutura muito boa e que permite que as pessoas não tenham de se deslocar à Calheta quando precisam». Além disso, afirma que o hotel tem uma importância fundamental para a economia e desenvolvimento do Paúl, tendo em conta que atrai muitos visitantes à freguesia. Por outro lado, José Fernandes, que critica a localização da ETAR, considera que há que criar mais infra-estruturas de apoio à praia e rampas de acesso ao mar. Por fim, este morador afirma que há que atrair mais investimentos, por forma a criar mais postos de trabalho.Calçada portuguesa entre a Igreja e o caisO arruamento interno entre os sítios da Igreja e das Quebradas, no Paúl do Mar, vai mudar de imagem.Segundo o secretário da Junta de Freguesia, João Pedro Fernandes (que está a substituir o presidente, que está com problemas de saúde), a Junta e a Câmara da Calheta estão a perspectivar calcetar aquele arruamento com calçada portuguesa. O nosso interlocutor diz que esta é uma forma de tornar aquela zona mais atractiva e com uma imagem renovada. Com o novo visual, este arruamento estreito por entre as casas irá assemelhar-se às ruelas do Bairro de Alfama.A outro nível, João Pedro Fernandes refere que a Junta de Freguesia está a proceder à limpeza e recuperação das veredas da freguesia, em conjunto com a Câmara Municipal. Este responsável diz que este órgão de poder local até gostaria de poder fazer mais, mas vê-se impossibilitado, por falta de verbas.Mesmo assim, não deixa de apontar uma infra-estrutura que gostaria de ver nascer no Paúl do Mar, mais concretamente um centro cívico que englobasse as instalações da Junta e da Casa do Povo.Festival do MariscoA Junta de Freguesia e a Casa do Povo do Paúl do Mar voltam a organizar, no Verão, o Festival do Marisco. De acordo com João Pedro Fernandes, o evento deverá realizar-se no segundo ou terceiro fim-de-semana de Julho.Segundo este responsável, esta é uma iniciativa que costuma atrair muitas pessoas à freguesia, entre as quais muitos emigrantes, que nesta altura estão de regresso à sua terra natal para passar férias, alguns deles de propósito para participar nesta festa.
Fonte: Jornal da Madeira - Ricardo Caldeira
Os pescadores do Paúl do Mar querem uma nova lota. Sem poderem ir para o mar, em dia de “tempestade” (na passada quarta-feira, dia em que as ondas atingiram proporções fora do comum), os “lobos do mar” contaram à nossa equipa de reportagem quais os problemas que afectam a classe.Sem quererem indentificar-se, os pescadores afirmaram que desde que foi construído o cais do Paúl, a lota funciona num contentor e aguardam ansiosamente por uma nova infra-estrutura que tenha as condições necessárias para desevolverem a sua actividade. Segundo referem, «nós merecemos a mesma coisa que os outros merecem». «Não estamos a dizer para tirarem de lá para pôr cá», acrescentam. Para além disso, reclamam por gelo para o peixe e por gasóleo para as embarcações, para não terem de percorrer distâncias tão grandes para abastecer as embarcações.Autoridades marítimasexageram nas vistoriasPor outro lado, os pescadores não deixam de apontar o dedo às autoridades marítimas, pois consideram que estas exageram nos patrulhamentos. Segundo referiu um nosso interlocutor, «no primeiro dia em que deitei a minha embarcação ao mar este ano tive logo uma vistoria da patrulha». «Não sou contra o facto de virem a bordo, mas todos os dias é demais», acrescentou.Por seu turno, um outro pescador disse que as autoridades «molestam muito as pequenas embarcações, que estão simplesmente a pescar para comer». «Nós não somos contrabandistas», queixou-se, sustentando que «têm de fazer a patrulha é nas 200 milhas, para não deixar entrar droga». Outra das reivindicações da população do Paúl do Mar passa pela construção de uma marginal entre o cais e o cemitério, para beneficiar o trânsito e para proteger as habitações da fúria do mar.Há muito por fazer mas também há coisas boasJosé Fernandes, outra das pessoas que acedeu falar à nossa reportagem, diz que ainda há muito por fazer na freguesia, mas reconhece também que há várias coisas que foram feitas com qualidade, tais como o Centro de Saúde, que «é uma infra-estrutura muito boa e que permite que as pessoas não tenham de se deslocar à Calheta quando precisam». Além disso, afirma que o hotel tem uma importância fundamental para a economia e desenvolvimento do Paúl, tendo em conta que atrai muitos visitantes à freguesia. Por outro lado, José Fernandes, que critica a localização da ETAR, considera que há que criar mais infra-estruturas de apoio à praia e rampas de acesso ao mar. Por fim, este morador afirma que há que atrair mais investimentos, por forma a criar mais postos de trabalho.Calçada portuguesa entre a Igreja e o caisO arruamento interno entre os sítios da Igreja e das Quebradas, no Paúl do Mar, vai mudar de imagem.Segundo o secretário da Junta de Freguesia, João Pedro Fernandes (que está a substituir o presidente, que está com problemas de saúde), a Junta e a Câmara da Calheta estão a perspectivar calcetar aquele arruamento com calçada portuguesa. O nosso interlocutor diz que esta é uma forma de tornar aquela zona mais atractiva e com uma imagem renovada. Com o novo visual, este arruamento estreito por entre as casas irá assemelhar-se às ruelas do Bairro de Alfama.A outro nível, João Pedro Fernandes refere que a Junta de Freguesia está a proceder à limpeza e recuperação das veredas da freguesia, em conjunto com a Câmara Municipal. Este responsável diz que este órgão de poder local até gostaria de poder fazer mais, mas vê-se impossibilitado, por falta de verbas.Mesmo assim, não deixa de apontar uma infra-estrutura que gostaria de ver nascer no Paúl do Mar, mais concretamente um centro cívico que englobasse as instalações da Junta e da Casa do Povo.Festival do MariscoA Junta de Freguesia e a Casa do Povo do Paúl do Mar voltam a organizar, no Verão, o Festival do Marisco. De acordo com João Pedro Fernandes, o evento deverá realizar-se no segundo ou terceiro fim-de-semana de Julho.Segundo este responsável, esta é uma iniciativa que costuma atrair muitas pessoas à freguesia, entre as quais muitos emigrantes, que nesta altura estão de regresso à sua terra natal para passar férias, alguns deles de propósito para participar nesta festa.Fonte: Jornal da Madeira - Ricardo Caldeira

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